Polícia

Investigação apura 'rede de amigos' que deu apoio a miliciano morto na Bahia

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Capitão Adriano veio à óbito em fevereiro, durante uma operação em Esplanada   |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 27/04/2020, às 11h31   Redação BNews



Uma possível “rede de amigos” para dar sustentação financeira e operação ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, o capitão Adriano, e seus familiares é alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil. A informação é do Jornal Estado de S. Paulo.

Será apurado quem ajudou o miliciano a ocultar patrimônio, blindando negócios e crimes, e participou de sua fuga. Foragido da Justiça por um ano, Adriano foi morto pela polícia em fevereiro, durante uma operação em Esplanada, na Bahia.

As apurações são concentradas no Rio, mas envolvem investigações de outros Estados, como Sergipe, Tocantins e Bahia. As investigações conduzidas pelos promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) foram retomadas no mês passado, após a terceira paralisação por ordem de tribunais superiores, em atendimento a questionamentos das defesas dos alvos. São apurados crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. 

O miliciano ficou conhecido após ser alvo da Operação Os Intocáveis, com prisão decretada desde janeiro de 2019, que mirou crimes da milícia que domina a comunidade de Rio das Pedras, no RJ. Além disso, também estava na mira por um suposto esquema de "rachadinha" (apropriação de salários de assessores) no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Atualmente, senador pelo Republicanos, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro ocupou cadeira na Assembleia de 2003 a 2018. 

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