Polícia

MP pede prisão de envolvidos na morte de Colombiano

Imagem MP pede prisão de envolvidos na morte de Colombiano
Paulo Colombiano e Catarina de Ascenção Galindo foram mortos na porta de casa  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 05/10/2012, às 07h01   Redação Bocão News



Acusados de terem participado do assassinato do sindicalista Paulo Roberto Colombiano dos Santos e de sua mulher Catarina de Ascenção Galindo, foram denunciados nesta quinta-feira (04), por homicídio triplamente qualificado e tiveram a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público estadual o oficial da Polícia Militar Claudomiro Cesar Ferreira Santana e o médico Cássio Antônio Ferreira Santana, além de Adailton Araújo de Jesus, Edilson Duarte Araújo e Wagner Luiz Lopes de Souza, sem ocupação declarada.

A denúncia e pedido de prisão foram assinados pelos promotores de Justiça Nivaldo dos Santos Aquino (coordenador do Núcleo do Júri do MP - NUJ), Davi Gallo Barouh e Dorival Joaquim da Silva para quem os denunciados cometeram o crime por motivo torpe, não possibilitaram a defesa das vítimas e agiram visando a impunidade e auferição de vantagem.



Ao assumir a tesouraria do Sindicato dos Motoristas, Colombiano constatou diversas irregularidades na vida financeira da entidade, entre elas um contrato considerado milionário celebrado anos atrás com a empresa Mastermed, de propriedade de Claudomiro e Cássio, considerados autores intelectuais do crime, ocorrido em 29 de junho de 2010, no bairro de Brotas, às 18h, em plena via pública, segundo Inquérito Policial instaurado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Consta dos autos que, ao perceber as irregularidades, Colombiano buscou o diálogo no sentido de reduzir o percentual pago à empresa Mastermed mensalmente, o que redundaria na perda de milhões de reais com a mudança pretendida. Essa conduta teria desencadeado o plano de calar o tesoureiro e para tanto foram requisitados Adailton, Edilson e Wagner, todos com vínculo empregatício ao médico, para a execução do crime. De acordo com perícia oficial, de janeiro de 2005 a maio de 2010, “a alta taxa de administração cobrada pela Mastermed (plano de saúde) arrematou R$ 34.004.091,49.”

Segundo a denúncia, Adailton foi o que, a bordo de uma moto, deflagrou os tiros em Colombiano e sua esposa. Edilson e Wagner são partícipes e ficaram encarregados de repassar as informações necessárias à efetivação do crime, apontando o melhor momento e local para a emboscada. Eles fizeram uma campana e seguiram Colombiano quando ele entrou em seu veículo na Ladeira dos Galés.

Em uma sinaleira de Brotas, Edilson ultrapassou o carro da vítima, parou perto de um quebra-molas e Wagner ligou para Adailton sinalizando em qual carro estava a vítima. Na garupa de uma moto, Adailton se aproximou aproveitando que o trânsito estava congestionado e disparou vários tiros no tórax de Colombiano. Em seguida, atirou no ouvido de Catarina que acompanhava o marido. Colhidos de surpresa, os dois morreram no local, relata a denúncia do MP.

Foto: Roberto Viana // Bocão News

Publicada no dia 04 de outubro de 2012, às 18h48


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