Polícia confirma que traficante Nem comanda tráfico de dentro do presídio
A venda das drogas rende atualmente, em média, R$ 6 milhões por mês aos criminosos |
Publicado em 14/07/2013, às 09h36 Agência Brasil
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Mesmo preso há quase dois anos, Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, ainda comanda o comércio de drogas na comunidade da Rocinha, segundo a Polícia Civil. Nem foi preso em novembro de 2011, durante o início da ocupação da Polícia Militar na favela, situada na zona sul da cidade.
Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocuparam a comunidade até setembro do ano passado, quando foi inaugurada a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. De acordo com o delegado Rochester Marreiros, adjunto da Delegacia da Gávea (responsável pela Rocinha), depois de ser preso, Nem deixou um testa de ferro para comandar a venda de drogas na favela em seu lugar.
Marreiros disse que que uma investigação policial iniciada em março, que serviu de base para o pedido de prisão de 58 pessoas que atuam na venda de drogas na Rocinha, traz indícios sobre a participação de Nem no negócio. Por meio das escutas telefônicas do inquérito, a polícia constatou que, sempre que era necessário tomar alguma decisão mais importante, os criminosos consultavam Nem. Portanto, segundo a polícia, Nem ainda seria o responsável pelo comércio de drogas no varejo mais lucrativo do estado do Rio, mesmo estando preso desde novembro de 2011 e apesar de o governo fluminense afirmar ter assumido o controle da comunidade.
De acordo com uma estimativa feita pela Polícia Civil, o tráfico rende atualmente, em média, R$ 6 milhões por mês nas várias bocas de fumo que ainda operam na comunidade, apesar da presença permanente de dezenas de policiais militares.
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