Polícia
Publicado em 11/02/2011, às 20h00 Redação Bocao News
De acordo com a Agência Brasil, 35 pessoas foram detidas durante a Operação Guilhotina, desencadeada nesta segunda-feira hoje (11) pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para desarticular grupos de policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e armas, milícias e exploração de jogos ilegais, como jogo do bicho e caça-níqueis.
À tarde, o delegado Carlos Alberto de Oliveira se entregou na Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, centro do Rio. O delegado, que ocupou o cargo de subchefe da Polícia Civil do Rio, é acusado de participação no esquema de recebimento de propina de traficantes de drogas. Antes, foi presa a delegada Márcia Beker, da 22ª DP, no bairro da Penha.
A Operação Guilhotina mobilizou 380 agentes da Polícia Federal e 200 policiais civis e militares do Rio. Eles estão nas ruas desde as primeiras horas da manhã para cumprir 45 mandados de prisão preventiva, sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares, e 48 de busca e apreensão de documentos e equipamentos.
Entre os 35 detidos até agora, 19 são policiais militares, oito são policiais civis e o restante, pessoas suspeitas de ter alguma alguma ligação com o crime organizado.
De acordo com a PF, a operação foi inciiada a partir de vazamento de informação numa operação policial que era conduzida pela Delegacia de Polícia Federal em Macaé, denominada Operação Paralelo 22, que tinha como principal objetivo prender o traficante conhecido como “RUPINOL”, que atuava na favela da Rocinha junto com o traficante conhecido como “NEM”.
A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança do Rio e outra da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.
Conforme a PF, a Operação Guilhotina representa um golpe na atuação de um grupo criminoso formado por policiais civis e militares e informantes envolvidos com o tráfico ilícito de drogas, armas e munições, com a segurança de pontos de jogos clandestinos (máquinas de caça-níqueis e jogo do bicho), venda de informações policiais e com milícias, além de se dedicarem ao chamado “espólio de guerra”, que é o furto de produtos de crime apreendidos em operações policiais, como ocorrido na recente ação de ocupação do Complexo do Alemão, realimentando atividades criminosas de grupos de traficantes que atuam no Rio de Janeiro.
Para realizar a operação foram disponibilizados 200 homens, além de dois helicópteros e quatro lanchas, das forças estaduais, e 380 policiais do quadro da Polícia Federal.
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