Polícia
Uma das academias onde o personal trainer Maurício Brasil atuava divulgou um comunicado, nesta quinta-feira (27), após a denúncia de que ele está sendo investigado por importunação sexual.
O caso ganhou repercussão depois que a enfermeira e influenciadora Maria Emília Barbosa relatou publicamente ter sido vítima durante uma avaliação física. Ele também denunciou a enfermeira.
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Segundo a Hammer Fitness Club, o profissional nunca foi colaborador da academia, atuando apenas como autônomo, conforme previsto em contrato. A nota afirma ainda que Maurício deixou de utilizar as instalações da rede em 2022.
A Hammer reforçou que não oferece serviço de personal trainer e que a contratação desses profissionais é feita diretamente entre aluno e personal, sem gestão ou responsabilidade da academia. A empresa repudiou qualquer forma de assédio e incentivou que casos semelhantes sejam denunciados imediatamente às autoridades competentes.
Contexto do caso
As denúncias contra o personal trainer Maurício Brasil vieram a público nesta semana, quando a enfermeira Maria Emília Barbosa afirmou ter sido vítima de importunação sexual durante uma avaliação física.
Após o relato, mais de 40 mulheres disseram ter vivido situações semelhantes com o profissional, o que levou a Polícia Civil da Bahia a abrir um inquérito para investigar os casos.
Em entrevista à TV Bahia, a enfermeira relatou que recebeu mensagens da família do investigado após tornar o caso público. “A mãe dele entrou em contato comigo pedindo para que eu não falasse sobre ele no meio digital, porque a irmã trabalha com isso e citou até que o pai dele é do órgão judiciário”, afirmou.
Segundo a vítima, a irmã do profissional também teria enviado mensagens ofensivas pelas redes sociais, chamando-a de mentirosa. A denúncia foi registrada uma semana após o episódio, e a vítima contou que ainda não foi ouvida pela Polícia Civil.
O crime
Nas redes sociais, a vítima relatou que a primeira consulta aconteceu em 31 de janeiro, quando, segundo a enfermeira, o profissional exigiu que a avaliação física fosse feita de biquíni, alegando ser a única forma adequada de fazer o procedimento.
Maria afirmou, que durante o atendimento, foi submetida a poses e procedimentos que a deixaram desconfortável, incluindo uma suposta liberação miofacial com aproximação excessiva das partes íntimas. “Eu estava extremamente desconfortável, mas pensei que fizesse parte do exame. Ele chegava muito perto, sem tocar, e eu permaneci paralisada, tentando agir naturalmente”.
Ao longo dos 30 dias seguintes, ela disse que seguiu o plano de treinos e retornou para a nova avaliação. Desta vez, recusou o uso de biquíni e optou por roupa de academia, mas disse que o personal insistiu, afirmando ser impossível realizar o procedimento corretamente sem o traje indicado.
De acordo Maria, o comportamento dele foi ainda mais invasivo. Ela contou que o homem chegou a "lateralizar" sua peça íntima e fez movimentos de conotação sexual. “Eu dei um tapa na mão dele e pedi para parar. Foi quando ele pegou minha mão, colocou no órgão genital dele e disse: ‘Veja só como eu fico com você’”, afirmou.
Maria relatou também que deixou o local imediatamente. Após falar sobre o caso com pessoas próximas, ela descobriu que outras mulheres já haviam vivido situações semelhantes com ele. A enfermeira procurou apoio jurídico e prestou um boletim de ocorrência em março deste ano.
O que diz o Conselho Regional de Educação Física
Em nota, o Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região – Bahia, informou que instaurou os procedimentos administrativos e a Câmara de Julgamento Ético-Disciplinar do CREF13/BA vai analisar o caso.
Nota do Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região
"O Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região – Bahia (CREF13/BA) repudia veementemente qualquer forma de violência, assédio moral ou assédio sexual, especialmente quando praticados no exercício da profissão. Como órgão fiscalizador e orientador, reafirmamos nosso compromisso com a proteção da sociedade, o respeito à dignidade da pessoa humana e a defesa intransigente de todas as mulheres que já sofreram ou sofrem qualquer tipo de violação.
Declaramos, ainda, nosso apoio às vítimas que têm coragem de denunciar, reconhecendo a importância de acolhê-las e garantir que sejam tratadas com seriedade e respeito.
O Brasil enfrenta índices alarmantes de casos de assédio, e o ambiente profissional não está imune a essa realidade. Diante das denúncias envolvendo um personal trainer que atende influenciadoras baianas, acusado de assédio sexual durante a prestação de serviços profissionais, o CREF13/BA informa que já instaurou os devidos procedimentos administrativos, conforme previsto no Código de Ética e nas normativas do Sistema CONFEF/CREFs, reforçando que todas as denúncias são tratadas com rigor e responsabilidade.
Ressaltamos que a conduta relatada não representa os mais de 22 mil profissionais de Educação Física registrados na Bahia, que atuam com responsabilidade, respeito e ética, contribuindo diariamente para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população.
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