Polícia
por Analu Teixeira
Publicado em 27/11/2025, às 18h41
O caso de denúncia de importunação sexual feito pela enfermeira Maria Emília contra o personal trainer Maurício Brasil segue ganhando novos desdobramentos. Depois da divulgação do relato nas redes sociais, outras mulheres afirmaram ter vivido situações semelhantes durante atendimentos particulares com o profissional.
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A história ganhou repercussão após Maria publicar um vídeo contando que buscou os serviços do personal no final de janeiro e voltou a ser atendida em março. Segundo ela, foi nesse segundo encontro que a situação ultrapassou os limites profissionais.
Após a enfermeira ter exposto a situação, ela relatou ter recebido mensagens de mais de 40 mulheres relatando episódios parecidos. Nesta quinta-feira (26), uma reportagem da TV Bahia mostrou que seis mulheres compareceram à 16ª Delegacia Territorial (Pituba) para prestar depoimento, mas, devido à falta de energia elétrica na unidade, seguiram para registrar as ocorrências de forma virtual.
“A gente só vai ter voz se estiver juntas. Eu fiz isso para dar voz a outras mulheres que passaram pela mesma situação”, afirmou Maria Emília à emissora.
Além do relato nas redes, Maria afirmou que teria recebido mensagens da mãe e da irmã do investigado tentando impedir a divulgação pública das acusações. Segundo ela, a irmã chegou a enviar ofensas pelas redes sociais. Outro ponto citado pela denunciante é que Maurício teria registrado um boletim de ocorrência contra ela por calúnia e difamação.
Em nota enviada ao Bnews, a Polícia Civil informou que o caso segue em apuração:
“A 16ª Delegacia Territorial (Pituba) investiga uma denúncia de importunação sexual sofrida por uma mulher, no bairro Caminho das Árvores, em uma sala de um estabelecimento comercial, nos dias 31 de janeiro e 19 de março deste ano. Oitivas estão sendo conduzidas pela unidade policial, juntamente com outras diligências investigativas, como análises de câmeras de segurança, a fim de esclarecer as circunstâncias do caso.”
Segundo a reportagem da emissora, a advogada de Maurício Brasil informou que, por enquanto, não será emitida nota pública, e que todas as manifestações serão feitas apenas nos autos.
Já o Conselho Regional de Educação Física (CREF-13) afirmou repudiar qualquer forma de violência ou assédio no exercício da profissão e disse acompanhar as denúncias.
Mesmo sem se pronunciar oficialmente, Maurício compartilhou, nesta quinta-feira (26), um versículo bíblico do Salmo 73-26. A publicação foi entendida por seguidores como uma resposta indireta às acusações.
O caso segue em investigação, e novas vítimas têm buscado orientação jurídica e a Polícia Civil para registrar queixas formais.
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