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Acusado de matar Aisha Vitória deve ir a júri popular, diz advogado da família

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Audiência de instrução do caso Aisha Vitória aconteceu nesta segunda-feira  |   Bnews - Divulgação BNews
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 09/09/2024, às 13h43



Foi realizada, na manhã desta segunda-feira, 9, no Fórum Criminal em Sussuarana,  a primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso da menina Aisha Vitória, de oito anos, encontrada morta em uma via pública no bairro de Pernambués, em Salvador. O advogado que defende a família da menina, Gabriel Cortes, conversou com o BNews e contou o que ficou decidido nessa audiência, quais os próximos passos e, segundo ele, o acusado deve ser julgado em júri popular. 

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“Essa audiência de instrução nós ouvimos as testemunhas de acusação, não ouvimos testemunhas de defesa porque a defesa não arrolou testemunhas e procedemos um novo interrogatório do acusado. O acusado Joseilson nesse momento preferiu ficar em silêncio, porém, com a perspectiva geral da audiência, nós da acusação estamos entusiasmados e satisfeitos porquanto foi comprovado a materialidade do crime, a autoria delitiva com relação ao acusado Joseilson,  que é o autor desse crime. Nós estamos aguardando apenas o juiz intimar a acusação para apresentar suas alegações finais e posteriormente a defesa também, em cinco dias, apresentar as alegações finais. Posteriormente segue para a decisão de pronúncia onde o juiz irá submeter o réu ao tribunal do júri, onde ele será condenado pelos sete jurados”, detalhou o advogado. 

Cortes também falou sobre as provas, as qualificadoras que podem pesar sobre o acusado e qual a possível dosimetria que deve ser aplicada. “Com relação às qualificadoras, é um crime de homicídio qualificado com quatro qualificadoras e também estupro de vulnerável como crime conexo. Com relação aos laudos periciais, todos eles foram claros ao constatar a presença de semen, de sangue nas vestes. Comprovou também coito anal, coito vaginal, então uma monstruosidade sem tamanho e nós da acusação buscaremos até o final a condenação do acusado”, salientou. Segundo o advogado, o autor do crime deve ser condenado a, pelo menos, 40 anos de reclusão. 

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