Polícia

Acusado de matar irmãs influenciadoras no Ceará é condenado a 39 anos de prisão

O Conselho de Sentença da 6ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza condenou Francisco Iago Silva Moreira Castro a 39 anos e 11 meses de reclusão - Reprodução/ Redes sociais
As irmãs foram mortas em 1º de maio de 2025, em meio a rivalidade entre facções criminosas na Barra do Ceará, Fortaleza.  |   Bnews - Divulgação O Conselho de Sentença da 6ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza condenou Francisco Iago Silva Moreira Castro a 39 anos e 11 meses de reclusão - Reprodução/ Redes sociais
Samuel de Jesus

por Samuel de Jesus

Publicado em 02/10/2026, às 08h22



A 6ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza condenou Francisco Iago Moreira a 39 anos e 11 meses de reclusão. Ele é acusado da morte de duas irmãs que eram influenciadoras. O crime aconteceu em 1º de maio de 2025, na Barra do Ceará, em Fortaleza. De acordo com a acusação, o crime aconteceu em meio a uma disputa de tráfico entre organizações criminosas, o alvo era o namorado de uma das meninas.

MOTIVAÇÃO DO CRIME 

Segundo o G1, o Ministério Público sustentou que Bianca, de 15 anos na época do crime, teria sido identificada pelos criminosos como namorada de Antônio Victor de Araújo Ferreira, conhecido como “Moskou”, apontado como integrante de um grupo rival.

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As jovens foram assassinadas a tiros no dia 1º de maio de 2025, após receberem uma convite de um amigo para assistir ao pôr do sol no local conhecido como "Espigão os Coqueirinhos", no Bairro Barra do Ceará. A acusação afirma que as irmãs foram atacadas por engano. Os atiradores chegaram ao local pelo mar, em uma moto aquática.

Francisco Iago negou qualquer tipo de participação no crime durante o julgamento. A defesa do réu afirmou que ele teria sido abordado no dia das mortes, mas nada ilícito teria sido encontrado com Iago e não haveria motivo para que cometesse os assassinatos.

A sentença condenou o réu por dois homicídios triplamente qualificados e por integração a organização criminosa, com cumprimento inicial em regime fechado. Ele também foi condenado ao pagamento de R$ 40,5 mil em indenização por danos morais à família das vítimas.

As duas irmãs possuíam grande público nas redes sociais, onde participavam de mininovelas e compartilhavam conteúdos sobre o cotidiano na periferia. Juntas, acumulavam mais de 1 milhão de seguidores.

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