Polícia

Adolescente de 15 anos confessa que mentiu sobre estupro coletivo para incriminar colegas

Divulgação / Polícia Civil
Jovem contou para polícia que inventou caso como forma de vingança contra bullying sofrido na escola  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Polícia Civil
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 27/09/2025, às 15h25



Uma jovem de 15 anos, que não teve o nome revelado, confessou para a Polícia Civil do Distrito Federal que mentiu na denúncia sobre ter sofrido estupro coletivo. O caso teria ocorrido na Colônia Agrícola 26 de Setembro, e o crime teria sido supostamente praticado por seis jovens com idade entre 14 e 15 anos.

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De acordo com o portal Metrópoles, a Polícia Civil adotou os protocolos de acolhimento humanizado assim que a vítima relatou a suposta violência. A adolescente foi encaminhada para o hospital e ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames. Os seis adolescentes e supostos agressores, foram identificados e levados para Delegacia da Criança e Adolescente (DCA).

A Justiça determinou a internação provisória de alguns desses jovens, identificados pela garota, motivados pela gravidade do caso. Mas, as apurações confirmaram alguns fatores que levantaram dúvida sobre a denúncia da jovem.

Um dos álibis dos jovens foi a confirmação da presença deles na sala de aula, durante o horário em que o crime teria ocorrido. A coordenadora do colégio afirmou que todos os garotos responderam a chamada. Câmeras de segurança também mostraram a veracidade da versão dos meninos.

Outra confirmação foi a análise das mensagens enviadas pelo namorado da jovem. Utilizando o rastreio do chip utilizado e que estava vinculado ao nome da mãe da garota, não indicaram nenhuma evidência sobre o crime denunciado.

A adolescente foi chamada para prestar esclarecimentos. Ela sustentou sua versão até confessar que inventou a história por vingança. A jovem alegou que sofria bullying por parte dos garotos acusados. As marcas de lesões provocadas pela própria garota em seu corpo, deram credibilidade para a denúncia sobre o bullying.

Após o relato de confissão da garota, a Polícia Civil comunicou o Poder Judiciário no mesmo instante. O órgão retirou todas as medidas aplicadas contra os garotos e a menina vai responder por ato infracional análogo à denunciação caluniosa. Bruna Eiras, delegada-chefe da 8ª Delegacia de Polícia disse que:

“O trabalho não se encerra com a primeira versão dos fatos: seguimos cada etapa com rigor técnico, proteção às partes e respeito aos direitos fundamentais”.

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