Polícia
por Bruna Rocha
Publicado em 03/02/2026, às 10h20 - Atualizado às 12h20
Após ser apontado como suspeito de cometer lesão corporal grave e ter a prisão decretada, o advogado Eder Fior afirmou, do ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Turra, de 19 anos, em entrevista ao site Metrópoles, que Pedro Turra, foi preso por “ser branco e de classe média”.
Pedro Turra foi detido após se envolver em uma briga com um adolescente de 16 anos. Segundo as denúncias, o conflito teria começado quando Pedro jogou um chiclete mascado em um amigo do adolescente. Ao tomar conhecimento do episódio, o jovem teria reagido, afirmando que não deixaria a situação passar impune caso tivesse ocorrido com ele.
Em seguida, teve início a briga. Vídeos gravados por testemunhas mostram Pedro Turra e o adolescente trocando agressões físicas. O caso ocorreu em Vicente Pires, no Distrito Federal (DF).
Segundo o advogado, a prisão teria sido motivada por uma suposta perseguição judicial no âmbito do Distrito Federal. Ele também criticou a atuação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
“Pedro está preso por ser um jovem branco, posicionado na sociedade como de classe média e piloto de carro esportivo. Entendemos que a prisão é a medida mais extrema e só deve ser adotada em casos extremos”, argumentou Eder Fior.
O defensor afirmou ainda que a defesa já adotou medidas judiciais para tentar reverter a decisão.“Os fundamentos adotados para prendê-lo são absurdos. Nós discordamos, já entramos com pedido de revogação da prisão, solicitamos audiência com o juiz natural da causa e impetramos um habeas corpus. Acreditamos que é preciso fazer justiça, garantir a isonomia e cessar o julgamento promovido pelo chamado ‘tribunal da internet’”, declarou.
Ainda segundo o advogado, Pedro poderia responder ao processo em liberdade, com a aplicação de medidas cautelares.“Estamos falando de uma pessoa de 19 anos que poderia estar com tornozeleira eletrônica, em prisão domiciliar ou submetida a outras medidas cautelares, como restrição de horários e proibição de contato com testemunhas ou familiares da vítima. O que ocorre com essa prisão é uma resposta social”, alegou.
Eder Fior também criticou a condução do caso e afirmou que houve espetacularização, o que teria prejudicado seu cliente.“Sentimos muito diante dessa espetacularização. O próprio juiz foi enfático ao determinar que não houvesse exposição da imagem do Pedro e que o caso fosse tratado em ambiente de proteção. Não foi o que aconteceu”, afirmou.
Em outra entrevista ao site de notícias, a defesa criticou ainda o comportamento do delegado titular da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Pablo Aguiar, que chorou durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (30/1).
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“Vimos autoridades sem qualificação médica chamando meu cliente de sociopata. Houve uma condenação antecipada, com inflamação da opinião pública. É apenas por isso que meu cliente está preso, e com isso não podemos concordar”, concluiu o advogado.
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