Polícia

Advogados de integrante de facção da Bahia são investigados por venda de chamadas de vídeo; entenda

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Advogados articulavam chamadas de vídeo com lideranças presas em penitenciária, que eram vendidas por R$ 150  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 21/10/2024, às 09h06   Redação BNews



A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21), a Operação Cravante, que visa desarticular um esquema que promovia apoio externo a um líder de facção criminosa preso no Distrito Federal. Entre os investigados estão advogados de Jackson Antônio de Jesus Costa, vulgo 'Caboclino', chefe da facção Bonde do Maluco (BDM) na Bahia e suspeito de envolvimento na morte do policial federal Lucas Caribé. 

Seis mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Brasília do TJ-DFT, são cumpridos no Distrito Federal e na Bahia.

Conforme as investigações, diversas pessoas estariam se passando por um advogado, com o consentimento dele, para se comunicarem com detentos reclusos no sistema prisional do DF.

Caboclinho estaria subsidiando essas chamadas para que os outros detentos pudessem falar com parentes e amigos. Segundo informações do site Metrópoles, as ligações eram vendidas por R$ 150.

A liderança do BDM se aliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no Complexo Penitenciário da Papuda e conseguiu exercer sua influência na nova facção criminosa através da promoção dessas comunicações fora da cadeia.

Ainda segundo a coluna Na Mira, ao menos cinco advogados e um estagiário de direito, alvos das ordens judiciais, faziam o revezamento no atendimento a demandas de uma liderança de facção, atuando por fora do exercício profissional para promoção de uma organização criminosa.

Os alvos dos mandados de prisão poderão responder pelos delitos de organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem passar dos 20 anos de reclusão. Os advogados também tiveram a autorização para exercício da profissão suspensa.

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