Polícia

Antes de integrar o CV, Diaba Loira vendeu doces para pagar faculdade e foi processada por assédio

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Fim trágico da Diaba Loira contrasta com a vida que ela tinha antes de entrar na criminalidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 19/08/2025, às 08h29 - Atualizado às 09h57



A traficante Eweline Passos Rodrigues, que ficou conhecida como Diaba Loira, teve uma vida comum antes de entrar no mundo do crime. Ela foi morta a tiros, na madrugada da última quinta-feira (14), no bairro de Cascadura, no Rio de Janeiro. 

Informações preliminares indicam que Eweline teria sido vítima de uma emboscada feita por membros do Comando Vermelho, no Complexo da Maré, e foi executada por um traficante conhecido como "TH da Penha", que seria braço direito de 'Doca', uma das lideranças da facção. 

O fim trágico da Diaba Loira, entretanto, contrasta com a vida que ela tinha antes de entrar na criminalidade. Casada e mãe de dois filhos, a mulher vivia em Santa Catarina, com o então companheiro. Ela tinha uma vida comum e compartilhava momentos de sua gravidez, além de momentos em família. 

Neste período, em meados de 2022, Eweline chegou a vender trufas de chocolate para ajudar a pagar a faculdade de direito que cursava. Ela também comercializava produtos pelas redes sociais, como perfumes e maquiagens. 

Processo por assédio

Poucos anos antes, em 2020, ela chegou a enfrentar problemas na sua vida profissional, onde teria se envolvido em uma confusão no local onde trabalhava, na cidade de Tubarão, em Santa Catarina. O caso foi parar na Justiça comum.

A empresa acusou Eweline de coagir funcionários e ridicularizar a loja para exigir uma indenização, alegando ter se machucado no local. Uma tutela de urgência foi solicitada para que ela cessasse os contatos.

De acordo com a Justiça do estado, entretanto, não havia provas suficientes para confirmar as alegações e a ação foi julgada como improcedente. O tribunal considerou que o contato de Eweline não configurou conduta ilícita, tratando-se de um "exercício regular de direito".

A jovem processou a loja e, após um acordo, a empresa foi obrigada a pagar uma indenização por danos morais de R$ 1,5 mil. Houve recurso, mas a Justiça de Santa Catarina manteve o direito de recebimento. 

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