Polícia

Antes de morrer, PM fez previsão fatal para amiga: “Qualquer hora me mata”

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Família da vítima alega que marido da mulher tinha comportamentos abusivos e a PM fez uma previsão fatal para uma amiga  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 17/03/2026, às 17h45



A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, que foi encontrada sem vida dentro do apartamento onde morava, no centro de São Paulo (SP), enviou mensagens prevendo a própria morte para uma amiga, como desabafo por causa do ciúme do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.

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A mulher teria dito que ele “ficava cego” e teria comportamentos agressivos. De acordo com a Rádio Itatiaia, em um print de conversa enviada para a CNN Brasil por Miguel Silva, advogado da família da vítima, Gisele troca mensagens com uma amiga e disse que o tenente-coronel poderia matá-la a qualquer hora.

Os familiares de Gisele relataram que o casal vivia um relacionamento conturbado e abusivo. Em depoimento, a mãe da mulher declarou que a vítima era proibida de fazer certas coisas pelo policial, dentre elas: usar batom, salto alto e perfume, além de ter o controle das redes sociais da mulher e exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.

Outras ameaças

O irmão da mulher aponta que Geraldo teria enviado um vídeo com uma arma apontada para a própria cabeça caso Gisele realizasse a vontade de se separar.

Na última segunda-feira (16), o advogado da vítima apresentou um áudio que Gisele enviou ao seu pai dias antes de ser morta. O material já está com a polícia e pode colaborar com as investigações. No registro, ela explica ao genitor que precisava ficar mais perto da família por conta do trabalho e da filha.

Em um trecho do áudio, Gisele relata que preferiria ficar em um local mais próximo da casa dos pais para deixar a filha dormindo.

Pra mim é melhor ir aí na rua, entendeu? Quanto mais perto daí, melhor… De manhã eu vou sair muito cedo pra ir trabalhar… eu vou ter que deixar a Giovana dormindo aí… então quanto mais perto, melhor”.

A prisão do tenente-coronel foi solicitada pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira (17).

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