Polícia
A influenciadora Laryssa Campanati Pereira, de 25 anos, que agrediu um homem suspeito de abusar sexualmente da filha dela, de 5 anos, concedeu entrevista exclusiva ao programa Giro Baiana, transmitido pela BNews TV, na manhã desta quarta-feira (26), e deu detalhes sobre o caso. Segundo ela, diferente do que está sendo noticiado, ela não esfaqueou o suspeito, mas sim usou um soco inglês.
De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu na segunda-feira (24), em Franca, no interior de São Paulo. Na sexta (21), a menina teria relatado à mãe que havia sido abusada cinco dias antes pelo homem, identificado como Maikel Wilker Martins, de 41 anos, que é marido da tia de Laryssa.
Segundo a influenciadora, após a filha relatar o suposto abuso, ela verificou a região íntima da criança e percebeu que havia uma lesão.
"Ela me pediu para ver a região íntima e vi que tinha uma lesão. Ela me contou tudo. Levei-a ao hospital, onde ela também contou para a enfermeira. Quando chegou à delegacia, para passar por exame de corpo de delito, também relatou à psicóloga", contou.
Após tomar conhecimento da situação, Laryssa foi até a loja da tia, onde teria encontrado Maikel. Segundo o relato da influenciadora, o homem perguntou se ela já sabia o que havia acontecido. Em seguida, ele teria ido até o próprio veículo e retornado na direção dela. Foi nesse momento que Laryssa retirou um soco inglês da bolsa e atingiu o suspeito.
"Não foram facadas. Eu andava com um soco inglês na bolsa, para proteção pessoal, por ser mulher. Então já andava com isso na bolsa, caso fosse necessário, e foi necessário.
Maikel foi socorrido e encaminhado à Santa Casa para receber atendimento médico. De acordo com Laryssa, porém, ele não ficou sob custódia e foi liberado após receber atendimento.
A mulher também ficou ferida durante a ocorrência, com lesões nas costas, nos braços, nas mãos e nas pernas. Depois de receber atendimento médico, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML).
"Ele está solto, foi solto antes de mim. Nem chegou a ir para a delegacia, apenas recebeu atendimento médico. Conseguimos o pedido de prisão preventiva dele, mas não tinha uma viatura disponível para fazer a prisão dele, então foi liberado. Enquanto isso, fui ao IML, depois fui atendida. Então, nesse intervalo de cerca de 2h30, ele não foi preso. Continua solto", disse.
Ainda segundo Laryssa, a filha está bem, mas deixou de frequentar a escola temporariamente devido à repercussão do caso. A criança também deverá iniciar acompanhamento psicológico.
"Não estamos tocando no assunto. Para ela, é como se nada tivesse acontecido", relatou.
Laryssa contou ainda que, ao descobrir sobre o abuso, chegou a desconfiar de pessoas próximas, inclusive do próprio marido e do pai da criança.
"Desconfiei do meu pai, do meu marido, do pai dela. Desconfiei de todos, menos dele [o suspeito]. Quando fui conversar com minha filha, expliquei que ela precisava contar quem colocou a mão nela para passar a medicação correta. Aí ela contou que foi ele. Não tinha nem cogitado. O mais importante de tudo é escutar as crianças", declarou.
A lesão corporal é apurada pela Polícia Civil, e o boletim registra orientação sobre o prazo de seis meses para o oferecimento de representação criminal. Já a denúncia de estupro de vulnerável foi feita na Delegacia de Defesa da Mulher.
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