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Atirador que errou alvo de execução e matou turista foi contratado por R$ 30 mil; saiba detalhes

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Atirador que errou alvo pensou que turista era um dos apontados para execução  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Tribuna

Publicado em 10/03/2025, às 10h00 - Atualizado às 11h04   Maurício Viana



Apontado como o assassino de um turista, que foi baleado na frente da namorada, no Guarujá, litoral de São Paulo, Vanderlei Alves de Oliveira foi contratado por cerca de R$ 30 mil para executar o crime.

Segundo a Polícia Civil (PC), ele foi orientado a matar um rapaz que seria o atual namorado de uma jovem. O mandante da execução foi Vagner Sebastião Barbosa, ex-namorado da moça.

Porém, ele acabou matando por engano o jovem João Victor Brito Rosa, que foi confundido com o verdadeiro alvo, segundo informou o delegado titular da Delegacia de Homicídios de Santos, Thiago Nemi Bonametti ao portal G1.

João Victor e a namorada foram abordados por um homem que estava armado e anunciou um assalto, na Praia da Enseada, em 19 de dezembro. O casal havia chegado da cidade de Carapicuíba e ia aproveitar o dia no município.

O responsável por abordar de maneira errônea o casal de turistas foi Eliaquim Ferreira do Nascimento, que conduziu o veículo até o atirador. Eliaquim recebeu, aproximadamente, R$ 5 mil para dirigir o automóvel.

Os valores exatos para a execução do crime ainda não foram informados pelas instituições bancárias, que irão somar todas as transações financeiras. Agora, a Polícia Civil pede o auxílio da população para encontrar o atirador, o único envolvido na ocorrência que ainda não foi preso.

"Eles acabaram atingindo João Victor porque era o único casal na praia naquela hora logo cedo, e tanto ele como a mulher que o acompanhava eram parecidos, e a ex-companheira do Vagner tem casa exatamente naquela praia", afirmou o delegado.

O mandante não verificou a vítima antes da execução, tendo ficado o tempo todo dentro do carro e os outros dois envolvidos no crime não conheciam quem era o verdadeiro alvo, explicou o delegado na reportagem.

Eliqauim foi preso em 20 de janeiro por suspeita de participação no crime. Ele estava escondido no bairro República, em São Paulo, capital. Já Vagner, mandante da execução, foi detido nas proximidades do Capão Redondo, quando saía da casa de uma ex-companheira.

Em depoimento à Polícia Militar, na época do crime, a namorada de João Victor contou que eles foram abordados na faixa de areia pelo suspeito, que atirou duas vezes na cabeça da vítima. A perícia foi requisitada e o local isolado. Os três envolvidos foram indiciados por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe e emboscada.

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