Polícia

Autor de socos contra a namorada diz temer ser “linchado e morto” na prisão

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Câmeras de segurança flagraram o momento em que mulher recebeu os socos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Vídeo
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 29/07/2025, às 16h21



O ex-jogador de basquete identificado como Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, que deu dezenas de socos no rosto da namorada dentro de um elevador em um condomínio no bairro de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, disse em depoimento à polícia temer ser linchado e morto por conta da repercussão do caso. As informações foram divulgadas no perfil da deputada Silvye Alves (União) nas redes sociais. 

Igor teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está preso no Centro de Recebimento e Triagem de Parnamirim. Segundo a Polícia Civil, o relacionamento já apresentava sinais de violência física e psicológica. Além de um empurrão relatado anteriormente, a vítima contou que o homem a incentivava a tirar a própria vida. A delegada Victoria Lisboa, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), disse que o histórico é preocupante.

“Ela relatou que ele já tinha dado um empurrão nela e que a incentivava a se matar. Isso já evidencia um cenário claro de violência doméstica”, disse a delegada. O caso está sendo tratado como uma tentativa de feminicídio, com agravantes que podem pesar ainda mais contra o acusado.

Em imagens gravadas pelas câmeras de segurança do elevador é possível ver um homem com um porte físico atlético desferindo uma sequência de golpes contra o rosto da vítima que seria sua namorada. A mulher ficou com o rosto completamente ensanguentado.

Ex-atleta da Seleção Brasileira Sub-18

Antes de se tornar conhecido pelo crime, Igor Cabral integrou a Seleção Brasileira Sub-18 de Basquete 3x3 e participou dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014, na China, onde foi o cestinha brasileiro na partida contra a Rússia. O Brasil terminou em sétimo lugar na competição.

Agora, o ex-atleta deve permanecer detido por ao menos 60 dias, à espera de transferência para um presídio estadual. O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

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