Com 257 vítimas de violência e 46 feminicídios em 2024, a Bahia ocupa o segundo lugar entre os nove estados brasileiros monitorados pela Rede de Observatório e Segurança. Amazonas encabeça a lista, com o registro de 604 casos de violência e 33 feminicídios.
Os dados são do boletim Elas Vivem: um caminho de luta, divulgado nesta quinta-feira (13), produzido pela Rede de Observatório e Segurança, iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Mesmo com número expressivo, a Bahia apresentou uma
redução de 30,2% nos casos de violência, comparado a 2023 (de 368 para 257). O estudo mostrou que em 73,9% dos casos, as vítimas não tiveram raça ou cor identificada. Entre os 46 feminicídios, 34 não tiveram essa informação.
Salvador foi a que mais registrou eventos, com 68 no total. A Bahia também teve 96 mortes de mulheres (feminicídio e homicídio). Nenhum transfeminicídio foi registrado.
No total, em 2024, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, apontaram 531 vítimas de feminicídios.
Ainda segundo o estudo, a cada 24 horas ao menos 13 mulheres foram vítimas de violência em 2024 nos nove estados. Ao todo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 12,4% em relação a 2023, quando o estado do Amazonas ainda não fazia parte deste monitoramento. O estado juntou-se à Rede em janeiro do ano seguinte.
Saiba como denunciar casos de violência contra a mulher na Bahia
O estado conta com 15 Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). Em Salvador, as unidades ficam nos bairros do Engenho Velho de Brotas (Rua Padre Luiz Filgueiras, s/n) e Periperi (Rua Dr. José de Almeida, s/n). Os números de atendimento são: (71) 3116-7000/7001/7002/7003/7004 (Engenho Velho) e (71) 3117-8203 (Periperi).
O Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher é um serviço criado para o combate à violência contra a mulher e oferece três tipos de atendimento: registros de denúncias, orientações para vítimas de violência e informações sobre leis e campanhas.