Bahia

Teixeira de Freitas: filho de empresário é preso suspeito de usar gás industrial em cilindros hospitalares

[Teixeira de Freitas: filho de empresário é preso suspeito de usar gás industrial em cilindros hospitalares]
28 de Agosto de 2018 às 17:02 Por: Reprodução Por: Caroline Gois0comentários

O BNews recebeu uma denúncia, na manhã desta terça-feira (28), de que gás industrial estava sendo utilizado em cilindros hospitalares tanto do hospital municipal de Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano, quanto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. De acordo com fontes do site, pessoas já morreram por conta do uso irregular do gás e o caso já estaria no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). "Pessoas estão morrendo aqui. O MP já foi procurado e o caso também está com a  Polícia Técnica", revelou a fonte.

Procurado, por meio da assessoria, o MP confirmou o fato e afirmou que uma operação conjunta foi realizada hoje em Teixeira de Freitas entre MP e Polícia Civil. A operação, segundo o MP, "resultou na prisão em flagrante de Diogo Lemos Dias dos Santos. Ele foi preso na sede da empresa Assis & Rodrigues Ltda-ME, investigada por supostamente fornecer gás medicinal adulterado para unidades de saúde dos municípios de Teixeira de Freitas, Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã e Vereda. Foram apreendidos cilindros de oxigênio adulterados", diz a nota.

A ação foi coordenada pelo promotor de Justiça George Elias Pereira em parceria com o delegado Ricardo Amaral, a operação cumpriu mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz Antônio Lopes Filho. Em depoimento, Diogo Lemos Dias se declarou responsável pelos serviços contábeis e pela emissão de notas fiscais da empresa, cujo proprietário é seu pai, Izaias Rodrigues da Silva. Ele afirmou também que Izaias da Silva estaria em viagem fora do país.

O MP informa ainda que a empresa teria fornecido às unidades de saúde, como o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas e a Unidade Municipal Materno Infantil, cilindros de oxigênio industrial como se fossem de oxigênio medicinal. Para realizar a fraude, a empresa teria comercializado cilindros com lacres distintos dos selos identificadores e pintado de verde cilindros originalmente pretos. Conforme o promotor, normas do Inmetro estabelecem, para diferenciar os produtos, que o oxigênio medicinal deve ser acondicionado em cilindro verde, enquanto o oxigênio industrial em cilindro preto.

A reportagem também procurou o Departamento de Polícia Técnica que ficou de levantar informações sobre a denúncia.

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