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“Camisa 11” do PCC que atuava na Região Metropolitana de Salvador é capturado fora da Bahia

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Com mandados de prisão por homicídio, 'Camisa 11' tinha forte ligação com Genilson 'Perna'  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/04/2026, às 09h30 - Atualizado às 09h46



A prisão de um dos principais nomes ligados ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) mobilizou as forças de segurança na manhã desta quarta-feira (8).

Cristiano Melo dos Santos, conhecido como “Camisa 11” ou “Tataí”, foi capturado em Corumbá, durante uma ação de policiais baianos com apoio de agentes do Mato Grosso do Sul, segundo apurado pelo BNEWS. Ele foi preso após tentar fugir durante uma abordagem policial.

Apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Dias d'Ávila, na RMS, ele era considerado peça de linha de frente da organização criminosa, com atuação também em Salvador. 

Quem é “Camisa 11”
Contra Cristiano havia mandados de prisão em aberto, incluindo por homicídios, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Integrante do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que reúne alguns dos criminosos mais procurados do estado, ele ocupava a carta “Dez de Paus”.

Segundo as investigações, ele exercia papel estratégico dentro da facção, sendo apontado como chefe do tráfico de drogas na região.

Rota interestadual de drogas
As apurações indicam que “Camisa 11” coordenava uma operação interestadual de transporte de entorpecentes entre São Paulo e Bahia. O posto estratégico que ocupava dentro da facção é chamado de 'Sintonia dos Estados'. O esquema seria responsável por abastecer pontos de venda em diversos municípios baianos.

Além disso, ele também é investigado por porte ilegal de arma e já acumula passagens policiais por associação ao tráfico e obtenção de vantagens financeiras com atividades ilícitas.

Ligação com “Perna”
Cristiano Melo dos Santos é apontado como aliado direto de “Perna”, identificado como Genilson Lima da Silva, considerado de alta periculosidade e já incluído no chamado “Baralho do Crime” da SSP-BA.

Ele se entregou à polícia em setembro do ano passado durante uma abordagem policial no Centro Comercial do Coophavila II, em Campo Grande (MS). Foragido da Bahia e condenado a 70 anos, “Perna” estava com mandado de prisão em aberto por envolvimento no assassinato do personal trainer Rodrigo Gama e também tem passagens por tráfico e estelionato.

De acordo com as autoridades policiais que investigavam a morte do personal, a motivação do crime foi uma bronca que “Perna” levou do personal trainer por estar filmando outras alunas na academia durante exercícios físicos. Além disso, Genilson estaria com ciúmes porque sua esposa seguia o profissional nas redes sociais.

‘Perna’ acumula longa ficha criminal
“Perna” construiu histórico no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Salvador, com atuação em cidades como Madre de Deus e São Francisco do Conde, além de envolvimento em homicídios. Ele também já foi alvo de operações anteriores e chegou a ser transferido para o sistema prisional federal.

Genilson, conhecido também como “General do Crime”, chegou a ser considerado o preso mais perigoso da Bahia, onde cumpriu pena entre 2005 e 2018. Ele também foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso em 2009 por comandar unidades penais da Bahia. Alvo de operação na Penitenciária Lemos Brito, na capital baiana, Genilson tinha diversas regalias, inclusive cópia da chave da cela.

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