Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 12/03/2026, às 14h02
Um capitão da Polícia Militar (PM), sem nome revelado, se tornou réu pela Justiça de São Paulo (TJ-SP) por ser acusado de estupro de vulnerável contra a enteada de 15 anos, ao longo de cinco anos.
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A decisão foi definida no último dia 2 e deu início à ação penal contra o oficial, que também é investigado por perseguição e violência doméstica contra a ex-mulher. De acordo com o Terra, o caso segue sob sigilo e envolve relatos de abusos que teria acontecido durante a época em que o militar esteve casado com a mãe da vítima.
O homem foi descrito como violento e vingativo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Corregedoria da PM acompanha o caso para adoção de medidas administrativas cabíveis em relação ao capitão
As denúncias de abuso sexual contra a menor vieram à tona no último fevereiro. Segundo os registros da polícia, a mãe da jovem soube do ocorrido durante uma audiência quando o pai biológico da menina revelou que ela vinha relatando sofrer abusos praticados pelo padrasto.
Neste março, a adolescente relatou ter recebido mensagens de um número desconhecido com fotos de órgãos genitais. O depoimento da menor de idade aponta que ela reconheceu as vestimentas e características físicas do agressor nas imagens.
Nos depoimentos prestados à Delegacia de Defesas da Mulher, a ex-mulher do militar também relatou um histórico de violência psicológica. Segundo ela, o oficial utiliza vídeos gravados há anos para ridicularizá-la publicamente. O material seria editado e manipulado com o objetivo de atingir a sua honra.
A vítima relatou que, durante a convivência com o suspeito, era agredida fisicamente e forçada a manter relações sexuais enquanto chorava, com a motivação do agressor de que a sua tristeza causava excitação ao policial.
Por conta das acusações, a Justiça determinou que o policial está proibido de manter qualquer tipo de contato ou aproximação com a ex-mulher e a enteada, devendo respeitar uma distância mínima de 300 metros.
O militar ainda não é réu pelos crimes de perseguição, injúria e violência doméstica denunciados pela ex-mulher. A defesa do policial não foi localizada.
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