Polícia

Capitão da PM é exonerado após emprestar arma para namorada matar amiga garota de programa com tiro na testa

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Exoneração do PM foi publicada no Diário Oficial após conclusão de Conselho de Justificação; crime ocorreu em 2020 e foi registrado por câmeras de segurança  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/12/2025, às 08h34



Um capitão da Polícia Militar de Goiás foi exonerado da corporação após ser apontado como responsável por entregar a própria arma à namorada, que a utilizou para matar uma amiga com um tiro na testa. O crime aconteceu em 2020 e a decisão administrativa foi oficializada neste mês.

A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 18 de dezembro. No documento, a corporação afirma que o então oficial, Daniel de Oliveira Faria, praticou condutas consideradas incompatíveis com a função policial, o que motivou a perda do posto, da patente e a demissão dos quadros da PM.

Segundo a Polícia Militar, a punição foi aplicada após a conclusão de um Conselho de Justificação instaurado pela própria corporação, que apurou os fatos relacionados ao caso ocorrido há quatro anos.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Daniel entrega a arma à namorada, Nayara Lopes. Nas gravações, feitas em 8 de novembro de 2020, é possível ver o policial repassando a pistola à mulher e, instantes depois, ouvir o disparo. Em seguida, Nayara afirma que utilizou a arma para matar Ketlen Lorrane Carvalho, de 21 anos.

De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por um desentendimento entre as duas mulheres. Elas eram amigas, trabalhavam juntas e dividiam despesas do local onde moravam. A discussão teria ocorrido após a vítima não pagar sua parte da conta de energia elétrica.

Após o encontro, Nayara procurou o então capitão e pediu a arma. Ele entregou o revólver, e a mulher retornou ao local onde a vítima estava, efetuando o disparo fatal. Depois do crime, o casal fugiu.

A reportagem do Uol procurou a defesa do policial militar, mas não houve nenhuma manifestação sobre a decisão.

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