Polícia
por Cadstrado Lorena Abreu
Publicado em 04/05/2025, às 13h47 - Atualizado às 13h48
Uma vida luxuosa com imóveis de alto padrão, joias e uma vasta frota de carros de luxo. Essa é a vida que ostentam os investigados pela Polícia Federal (PF) no esquema bilionário de fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), empresários, lobistas, servidores públicos e seus familiares.
O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, disse, que foram apreendidos “vários carros, Ferrari, Rolls-Royce, avaliados em mais de R$ 15 milhões, em um único alvo” do esquema, quando a PF cumpriu 211 mandados de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril. À época ele não citou nomes a quem pertencia.
De acordo com o portal Metrópoles, o escândalo do INSS foi revelado pela sua equipe em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023 e, três meses depois, o veículo mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
A partir daí, um inquérito foi aberto pela PF e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). A Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril culminou nas demissões do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Ainda de acordo com o portal, frotas milionárias mostram a vida luxuosa dos envolvidos na fraude do INSS.
Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, sua companheira, Thaisa Hoffmann Jonasson, e duas empresas a qual ela é sócia e receberam valores no esquema do INSS, acumulam uma frota de pelo menos nove carros. De acordo com levantamento com base na tabela Fipe, os carros custam mais de R$ 3 milhões.
Já Antonio Carlos Camilo Antunes, lobista conhecido como “Careca do INSS” por conta de sua influência no órgão, a esposa dele, Tânia Carvalho dos Santos e o filho do casal contam com dezenas de carros e motos registrados em seus nomes, ou no nome de empresas as quais são sócios.
Uma BMW avaliada em R$ 250 mil, em nome da Brasília Consultoria, uma sociedade dele com o pai, e um Audi de R$ 780 mil, registrado em nome do “Careca do INSS”, estacionados na garagem, foram encontrados em uma diligência na casa do filho do lobista, em março.
Embora um mês depois, uma busca e apreensão tenha sido feita no endereço e não tenha encontrado os veículos, foram apreendidos cinco carros e duas motos. Uma das motocicletas, uma Triumph Tiger, custa cerca de R$ 130 mil. O carro mais caro apreendido foi um Porsche Taycan, que vale pelo menos R$ 500 mil.
Já em novembro de 2024, a PF havia constatado mais de 30 veículos usados pela família, registrados em seus nomes ou no nome de terceiros. O valor dos automóveis ultrapassa os R$ 7 milhões.
Durante as investigações, a PF identificou sete Porsches com Antônio Carlos e o filho. Outro dono de veículo da mesma marca citado na operação é Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da entidade Amar Brasil, que recebeu R$ 143,2 milhões de descontos de aposentadorias, em dois anos.
Thaisa Hoffmann Jonasson, que é médica e mãe do filho do procurador afastado Virgílio Oliveira Filho, também possui dois Porsches, segundo a PF. Um carro da mesma marca está em nome da empresa Orleans Viagens e Turismo, que recebeu R$ 5,2 milhões da Contag, uma das entidades investigadas na farra do INSS, que também tem outros carrões.
De acordo com a PF, há ainda, um 12º Porsche, que não foi contabilizado, pois trata-se de uma réplica. Milton Salvador de Almeida Júnior, sócio de cinco empresas ligadas ao “Careca do INSS”, possui, segundo a PF, uma imitação do Porsche Spyder 550 feito pela brasileira Chamonix.
O trabalho da Polícia Federal ainda constatou que a médica Thaisa Hoffmann Jonasson usou carros que já pertenceram ao “Careca do INSS”. Um Porsche Taycan que era do lobista foi transferido para a esposa do ex-procurador do INSS.
A médica também aparece como dona de um Volvo avaliado em cerca de R$ 300 mil em uma base de informações consultada pela PF, porém, segundo outro banco de dados, também verificado pelos investigadores, o carro seria da empresa Brasília Consultoria, uma das que Antonio Carlos Camilo Antunes e Milton Salvador de Almeida Júnior eram sócios.
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