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Caso brigadeirão: suspeitas de matar empresário envenenado são indiciadas no Rio de Janeiro

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Indiciadas a psicóloga e a cigana pela morte do empresário Luiz Marcelo, envenenado com um brigadeirão  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 13/07/2024, às 08h54   Cadastrado por Lorena Abreu



Após o assassinato do empresário Luiz Marcelo Antônio Ormond. mensagens de WhatsApp, interceptadas pela 25ªDP, no Rio de Janeiro, mostram que Júlia Andrade Cathermol Pimenta e Suyany Breschak se desentenderam. A conversa, datada do dia 26 de maio (cerca de 10 dias depois do homicídio), detalha que a cigana tentou responsabilizar apenas Júlia pelo crime, de acordo com informações de O Globo. "'Você que matou o cara e me falou só depois", dizia o texto. As duas foram indiciadas, nesta sexta-feira (12), como responsáveis pela morte da vítima, envenenada com um brigadeirão.

A  psicóloga pergunta. então: "Cara, como assim?" e as duas começam uma breve discussão, na qual Júlia acusa a cigana de tentar "se livrar" do crime.

Suyany afirma que Júlia teria cometido o crime sozinha e ressalta que ninguém a mandou fazê-lo, o que causa perplexidade da psicóloga: “Não tô acreditando que você tá fazendo isso comigo”, disse ela. 

Júlia continua: ““Você tá mandando tudo isso para se livra e mostrar como prova… Não acredito que você tá fazendo isso, velho… Você sabe que não foi assim. Eu esperava tudo de qualquer pessoa, menos de voce”.

E o embate continua. Em resposta, Suyany diz:”Eu que não esperava isso de você. Te ajudei há 12 anos para mais, acho. Para você colocar eu como se eu tivesse matado? […] Por causa de um carro que você não falou”.

Ela ainda afirma ter provas dos serviços prestados à psicóloga.: “Júlia, tenho todos os comprovantes e todos os trabalhos de amarração que você pediu de limpeza, de tudo, inclusive a carta que você me deu quando entregou o carro […]”, disse a cigana.

Suyany então, faz várias indagações para Júlia: “Eu matei a pessoa? Eu mandei você matar? Eu sabia da morte? […] E fala pros policiais aonde você enfiou as coisas porque estão dizendo que estão comigo e dizendo que você saiu de lá (do apartamento) cheia de coisas”.

E, finalmente, Júlia encerra a conversa: "Parei por aqui. De verdade, não esperava isso de você… fica bem! E espero que as entidades estejam vendo isso [...]”.

O inquérito foi concluído pela 25ªDP e enviado ao Ministério Público. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas pela morte do empresário Luiz Marcelo Ormond.

Júlia Andrade Cathermol Pimenta, psicóloga e namorada de Luiz Marcelo, e a cigana Suyany Breschak, já presas, foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado. A polícia aponta a cigana como mandante do crime, enquanto Júlia é a executora.

Além delas, a polícia também indiciou por receptação Leandro Jean Rodrigues Cantanhede e Victor Ernesto de Souza Chaffin. Eles são acusados de terem recebido bens de Luiz Marcelo, como o carro, duas pistolas, computadores, celular, ar-condicionado, 12 relógios e outras joias, e de terem tentando negociá-los posteriormente. Leandro era namorado de Suyany e amigo de Victor, com quem a cigana já teve um rápido envolvimento.

Geovani Tavares Gonçalves e o sobrinho Michael Graça Soares são os últimos citados. Os dois foram indiciados por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a polícia, eles teriam comprado de Vitor as duas armas do empresário, que foram vendidas com a numeração raspada.

Classificação Indicativa: Livre

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