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Caso Thamiris: DPT confirma que corpo encontrado em área de mata é de adolescente

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Thamiris Pereira estava desaparecida há uma semana e o corpo foi encontrado na quinta-feira  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 20/03/2026, às 12h46 - Atualizado às 12h46



Após o corpo da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, ser encontrado na quinta-feira (19), em uma área de mata na região de Cassange, em Salvador, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou ser o corpo da jovem.

A confirmação aconteceu na manhã desta sexta-feira (20) e o reconhecimento foi feito pelo Instituto de Identificação Pedro Mello. Segundo o DPT, a confirmação da identificação aconteceu por meio da necropapiloscopia, que é o confronto das impressões digitais da vítima com as fichas dactiloscópicas do banco de dados do Instituto de Identificação.

Ainda de acordo com o DPT, os exames pericias estão sendo realizados e os laudos serão encaminhados para a delegacia assim que concluídos.

Relembre o caso

Thamiris desapareceu na última quinta-feira (12), após sair da escola, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, e não foi mais vista.

De acordo com familiares, Thamiris deixou o colégio acompanhada de uma colega e foi vista pela última vez nas proximidades do Largo do Caranguejo. Desde então, os parentes não conseguiram mais contato com a estudante, já que o celular dela está desligado.

Câmeras de segurança registraram parte do trajeto percorrido pela jovem. A mochila dela foi encontrada no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador, onde a família mora.

A principal hipótese é de que Thamiris tenha sido abordada no caminho de volta para casa. Ainda não há confirmação se ela chegou a embarcar em um ônibus escolar público que atende alunos da região.

Mandante preso e motivação: vingança

No topo da linha investigativa está Davi de Jesus Ferreira, de 32 anos, apontado como o possível mandante do crime. Preso desde fevereiro no Conjunto Penal da Mata Escura, ele teria ordenado a morte da adolescente após acreditar que Thamiris foi responsável por denunciá-lo à polícia por agressão contra a companheira.

A motivação, segundo a polícia, seria vingança. Mesmo já custodiado, Davi passou a ser alvo de um novo mandado de prisão preventiva relacionado diretamente ao homicídio.

Segundo o delegado Moisés Damasceno, do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), ainda não há confirmação de que Thamiris tenha sido a responsável por denunciar Davi de Jesus Ferreira por violência doméstica. A suspeita surgiu no curso da investigação, mas, até o momento, não há elementos concretos que sustentem essa ligação.

"No último dia 12, Thamiris estava saindo da escola quando foi chamada por pessoas envolvidas com o crime na região para conversar. Nesse local, teriam verificado o celular dela e chegaram a conclusão de que ela tinha participação [denúncia contra Davi], mas não sabemos ao certo por quais motivos", explicou o delegado.

Acusação falsa e revolta: o caso do rodoviário

Em meio à comoção, um erro grave marcou o caso. O rodoviário André Eduardo, vizinho da vítima, chegou a ser apontado como suspeito após a divulgação de imagens e interações em redes sociais.

A Polícia Civil descartou completamente o envolvimento dele. Mesmo assim, o homem teve a casa apedrejada, sofreu ameaças e desapareceu após a repercussão.

"Olha, o rodoviário não cabe nessa linha de raciocínio de investigação. [...] Ela só passou na casa dele, não entrou e seguiu direto. As câmeras foram verificadas por um período bem longo e ela não voltou para a casa dele. Ela foi para o outro lado, então não sei porque estão associando esse rodoviário ao crime. A gente acredita que ela passou na casa do rodoviário, de repente, para pedir ajuda ou para comunicar para onde estava indo, porque era uma pessoa conhecida da família. É só uma suposição. Então, dentro dessa linha de raciocínio, não cabe o rodoviário. [...] Durante o processo a gente ouve todo mundo, como ela realmente passou lá então era necessário ouvir o rodoviário, mas não sob o aspecto de investigado. Nessa linha de raciocínio, não cabe a presença do rodoviário", disse o delegado.

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