Polícia
Três meses após usar as redes sociais para expor o resultado do teste de DNA comprovando que o ex-deputado federal Uldurico Júnior é pai de sua filha mais nova, a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Neres, voltou a se manifestar na internet.

Desta vez, em uma publicação feita neste sábado, 15, Joneuma, que foi exonerada por suposta participação em uma fuga em massa, ocorrida em dezembro de 2024, cobrou o registro da filha. “Minha filha ainda continua sem ser registrada, mesmo com a paternidade comprovada por teste realizado pelo genitor. Um direito básico da minha filha continua sem ser reconhecido”, afirmou.
Meses após ter sido exonerada do cargo que ocupava, Joneuma chegou a ser presa, contudo, em março deste ano, uma decisão judicial autorizou a progressão da pena da suspeita, de 35 anos, para o regime domiciliar.
A decisão também determinou que ela cumpra algumas medidas cautelares como comprovação de endereço, sendo que ela tem cinco dias para chegar ao local de residência e deve enviar um vídeo ao processo.
Em abril deste ano, em entrevista à TV Bahia, Joneuma, disse que a fuga de 16 detentos da unidade prisional ocorreu após negociação entre o ex-deputado federal Uldurico Júnior e o líder de uma facção, Ednaldo Pereira Souza, o Dadá.
"A facilitação da fuga se deu por um acordo entre o ex-deputado Uldurico Júnior e o Ednaldo, que era um interno do Conjunto Penal de Eunápolis. Após uma negociação com alguns valores, foi combinado que seriam 2 milhões de reais para facilitar, fazer uma vista grossa em relação ao planejamento dessa fuga. Apesar de que o êxito se deu por também vários outros fatores internos e externos, mas a princípio foi ele que negociou, e me usou para poder negociar essa fuga com valor de 2 milhões de reais", disse Joneuma.
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