Polícia
por Analu Teixeira
Publicado em 03/08/2026, às 17h22
Mais do que ampliar o policiamento ou endurecer leis, o principal desafio para combater a violência contra a mulher ainda é mudar uma cultura enraizada na sociedade. A avaliação é da comandante do Batalhão de Proteção à Mulher da Polícia Militar da Bahia, tenente-coronel Roseli Ramos.
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Durante entrevista ao programa De Cara com o Líder, da Baiana FM, a comandante afirmou que o enfrentamento à violência doméstica passa necessariamente pela conscientização dos homens.
“O maior desafio é mudar essa cultura machista, misógina, discriminatória, que entende que a mulher é menor, não é igual. É como se a gente tivesse que provar o tempo todo que merece o mesmo respeito que os homens”, declarou.
Segundo Roseli, o trabalho preventivo desenvolvido pelo batalhão busca justamente atuar antes que a violência aconteça. Além de palestrar em escolas, empresas e instituições, a unidade também desenvolve ações voltadas diretamente ao público masculino.
Entre elas está o projeto Homens em Diálogo, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia, destinado a homens que respondem por violência doméstica.
“O principal objetivo é desconstruir esse machismo e evitar a reincidência”, afirmou.
A comandante também defendeu maior divulgação das punições aplicadas aos autores de feminicídio.
“Se expõe muito o feminicídio, mas pouco se fala sobre a pena que o agressor recebeu. É importante mostrar que existe punição para que outros homens entendam que esses crimes não ficam impunes”, disse.
Roseli ainda destacou que o combate à violência começa dentro de casa, por meio da educação de meninos e meninas.
“A educação começa dentro de casa. Precisamos educar melhor nossos filhos para que cresçam entendendo que homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres.”
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