Polícia
Publicado em 27/12/2024, às 10h21 - Atualizado às 10h21 Cadastrado por Daniel Serrano
O policial civil Fernando Contreras Siqueira foi demitido pela terceira vez pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. O agente de segurança já respondeu a 30 processos por peculato. Além disso, ele é acusado de ficar com o dinheiro apreendido de traficantes presos pela Polícia Militar, no bairro do Brás, onde ele atuava. As informações são da coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles.
De acordo com a publicação, o policial não foi notificado de decisões judiciais e intimações para apresentação de defesa por estar em local desconhecido. Na última ação aberta contra ele, em abril deste ano, o oficial de Justiça encarregado de entregar um edital de citação recebeu a informação de que Contreras não morava mais no endereço registrado.
“Nesse local, não encontrei o réu. Em busca de esclarecimentos, interpelei na portaria o controlador de acesso que se apresentou pelo nome de Felipe Dantas. Em resposta às perguntas que lhe dirigi, o Sr. Felipe Dantas informou que o réu é um ex-morador do condomínio, tendo se mudado dali há cerca de três meses para endereço ignorado. Certifico mais, restaram infrutíferas as tentativas de proceder contato com o réu por meio de ligação aos números de telefone mencionados no mandado”, diz o oficial de Justiça no processo.
Segundo a Corregedoria de Polícia Civil, as mudanças de endereço de Contreras são ignoradas desde 2023, quando ele foi demitido pela primeira vez após responder um processo administrativo disciplinar.
Contreras era escrivão do 8º DP e responsável por registrar os boletins de ocorrência, além de recolher o material apreendido para dar a devida destinação. No caso do dinheiro, seria um depósito judicial, o que não foi feito pelo agente, que ficava com os valores apreendidos.
Outras condenações
No processo administrativo de 2023, o policial é acusado de ficar com a quantia de R$ 137 encontrada com o traficante detido pela PM. “No dia 20 de setembro de 2018, o escrivão de polícia Fernando Contreras Siqueira secretariou junto ao 8° DP/Brás o registro do Boletim de Ocorrência n° 6.052/18, versando sobre associação para o tráfico, ocasião na qual houve a apreensão da quantia de R$ 137,00. Referido valor permaneceu sob responsabilidade do escrivão de polícia para fins de depósito judicial”, diz a ação.
Na ação, ele ainda foi condenado a dois anos de prisão. Ao todo, Contreras possui seis sentenças que o fizeram prestar serviço comunitário e três para pagamento de multas, que não foram quitadas por conta de decisões judiciais que concederam indulto ao agente.
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