Polícia

Conselheiro do Vitória é preso durante megaoperação por esquema de fraude de R$400 milhões aos cofres públicos

Victor Ferreira / EC Vitória
Conselheiro do Vitória, Olavo José foi preso na Operação Khalas, que investiga um esquema de corrupção de R$400 milhões  |   Bnews - Divulgação Victor Ferreira / EC Vitória
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 22/05/2026, às 15h27



O auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva, que também integra o Conselho Deliberativo do Vitória, foi preso preventivamente durante a “Operação Khalas”, deflagrada na última quinta-feira (21), que investiga um esquema de corrupção e sonegação fiscal no setor de combustíveis na Bahia, segundo informações do A Tarde.

O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$400 milhões. Servidor concursado da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA), Olavo atua como coordenador do segmento de Petróleo e Combustíveis (Copec). 

O conselheiro do Leão da Barra é um dos alvos centrais da operação coordenada pela força-tarefa de combate à sonegação fiscal. Além dele, outras duas pessoas foram presas preventivamente, entre elas Carolane Ribeiro, apontada como esposa de Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau Ribeiro, investigado anteriormente na Operação Primus, realizada em 2025.

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Auditor fiscal Olavo José Gouveia Oliva, que também integra o Conselho Deliberativo do Vitória, foi preso preventivamente durante a “Operação Khalas” - Fotos: Reprodução / Redes Socias/ Site do Vitória

De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o grupo investigado operava uma estrutura criminosa voltada para crimes tributários e corrupção envolvendo o mercado de combustíveis. As investigações apontam que agentes públicos estaduais e municipais recebiam vantagens indevidas para facilitar a atuação do esquema.

A organização utilizaria mecanismos para ocultar a importação de produtos químicos empregados na produção clandestina de combustíveis, como solventes e nafta. Os materiais eram destinados a unidades irregulares de mistura conhecidas no setor como “batedeiras”.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores municipais de Candeias também foram afastados cautelarmente das funções públicas.

Em nota, a Secretaria da Fazenda informou que a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip) participou da operação e seguirá acompanhando o caso. A pasta acrescentou que haverá desdobramentos administrativos conduzidos pela Corregedoria da Fazenda Estadual e pela Superintendência de Administração Tributária.

Olavo foi eleito para o Conselho Deliberativo do clube pela chapa “Leão Colossal”, durante votação realizada em dezembro de 2025 para composição dos conselhos Gestor, Deliberativo e Fiscal do triênio 2026-2028.

A “Operação Khalas” é conduzida pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Sefaz e a Polícia Civil da Bahia, através do Núcleo Especializado de Combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco). A ação é considerada um desdobramento da Operação Primus, deflagrada no ano passado.

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Servidor que atuava na COPEC da SEFAZ-BA está entre os alvos da Operação Khalas, que apura esquema de sonegação fiscal com uso de “batedeiras” e envolvimento de agentes públicos na Bahia | Divulgação

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