Coronavírus

Operação Ragnarok: SSP confirma que contrato entre empresas para fornecimento de respiradores era fraudulento 

[Operação Ragnarok: SSP confirma que contrato entre empresas para fornecimento de respiradores era fraudulento ]
Por: Ascom / SSP Por: Redação BNews 0comentários

A operação Ragnarok, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia contra empresa fornecedora de respiradores, tem como base a investigação de estelionato e os contratos firmados eram fraudulentos. A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, durante entrevista a TV Bahia na manhã desta segunda-feira (1). 

De acordo com o chefe da SSP, o setor foi acionado com a denúncia do Consórcio do Nordeste há 20 dias sobre a compra de respiradores por uma empresa intermediária com a China e tais produtos não foram entregues e nem o dinheiro devolvido. Fora constatado que não se tratava de um descumprimento de contrato, mas de uma fraude.

“Fomos acionados há 15, 20 dias atrás e que se tratava de uma fraude (…). No decorrer da investigação a Polícia Civil conseguiu investigar que o contrato da empresa com a chinesa era falsificado. Se constatou que a empresa chinesa era Construção Civil”, informou o secretário.

Barbosa informou que dados também foram obtidos com a ajuda da Embaixada da China no Brasil.

A empresa brasileira contratada pelo Consórcio dizia possuir um suposto contrato de intermediação com a chinesa. 

Nesta segunda, foram cumpridos 15 mandados de bucas e apreensão e três de prisão.

A aquisição fora feita em abril, com vinculação a uma empresa fornecedora dos produtos. O Consórcio pagou, aproximadamente, R$ 49 mi e o dinheiro não foi devolvido. 

O grupo foi descoberto graças à denúncia do Consórcio Nordeste, que tentou adquirir 300 respiradores para o combate ao Coronavírus com a empresa. O estabelecimento se apresentava como revendedor dos produtos.

De acordo com as investigações, a empresa tentou negociar de forma fraudulenta com vários setores no país, entre eles os Hospitais de Campanha e de Base do Exército, ambos em Brasília.

A operação, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia, através da Superintendência de Inteligência, conta com a participação da Polícia Civil da Bahia, através da Coordenação de Crimes Econômicos e Contra Administração Pública, da Polícia Civil de SP, do Distrito Federal e do Ministério Público da Bahia. Mais de 150 contas bancárias vinculadas ao grupo foram bloqueadas pela Justiça.

 

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