Polícia

Coronel da PM opina: bodycams podem ajudar em audiência de custódia e casos de reféns?

Reprodução/Vídeo
Bodycams já estão nas fardas de policiais que atuam em três bairros de Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Vídeo
Sanny Santana

por Sanny Santana

sanny.santana@bnews.com.br

Publicado em 05/06/2024, às 16h51



As câmeras corporais começaram, neste ano, a serem utilizadas em três companhias independentes da Polícia Militar. Os policiais que atuam nos bairros de Tancredo Neves, Pirajá e Liberdade já estão com as bodycams acopladas em suas fardas. Apesar de recente, já se tem uma ideia dos benefícios que a tecnologia pode trazer ao longo do tempo aos policiais.

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Entrevistado pelo BNews, o tenente coronel da 23ª CIPM Luciano Jorge opinou sobre a influência das bodycams em situações de reféns, que costumam acontecer no bairro de Tancredo Neves, e em audiências de custódia.

No caso de situações com reféns, o coronel declarou que as câmeras trarão clareza sobre como os policiais atuam e o que acontece nessas ocasiões. "As câmeras com certeza vão trazer a luz como se dá essas ocorrências, que são críticas ocorrências críticas. Nós tivemos um grande número de ocorrências dessa natureza no ano passado, que culminou na prisão de vários indivíduos e a apreensão de drogas e armas. E o que é que nós temos hoje? Que todos estão soltos, ninguém permaneceu preso", declarou.

Em relação às audiências de custódia, o coronel declarou que as bodycams podem trazer "algum impacto", visto que muitos dos suspeitos capturados são liberados, contudo, o maior problema da libertação desses criminosos se dá pela legislação brasileira.   

"A legislação ainda é muito benéfica ao criminoso. Eu acredito, sim, que haja algum impacto, mas a legislação precisa tirar os tantos benefícios que os criminosos têm hoje. Eu não acredito que isso [bodycams] contribua de forma espantosa na retenção desse criminoso porque a legislação ainda é muito benéfica para a atividade criminosa do Brasil", opinou.

Bodycams em Tancredo Neves

Para o tenente coronel, o uso das câmeras corporais no bairro de Tancredo Neves, por enquanto, não trouxe quaisquer problemas, apesar de os militares ainda estarem em um período de habituação.

"Nós estamos desenvolvendo o nosso policiamento ordinariamente com os policiais, utilizando a câmera ostensivamente, atendendo às ocorrências, tanto do nosso centro de comunicações, quanto de populares, e o serviço está nos correndo normalmente até agora", explicou.

"Trata-se de algo novo, de uma nova tecnologia, de uma mudança significativa, até que a gente se acostume, se habitue e se incorpore ao nosso cotidiano no policiamento, vamos perceber o policial inseguro, mas, logo, logo, isso vai estar incorporado na nossa rotina operacional", declarou.

Bodycams podem trazer malefícios?

Para o coronel, não. Com as câmeras corporais, o trabalho policial ocorre "na legalidade", portanto, não poderá interferir nas ações policiais.

"As nossas ações são pautadas na legalidade. Qualquer indivíduo de conduta hoje é conduzido de forma muito séria em relação à investigação. Eu não acredito que afete as nossas ações", disse.

Ainda para o militar, a tecnologia ajudará os policiais, mas o mais importante para que as ações sejam efetivas é a mudança nas leis. 

"A nossa expectativa é que o legislador, a Assembleia Legislativa, o Congresso Nacional, tragam mudanças significativas para que a gente consiga, com as ações que nós estamos implementando hoje, afastar esses criminosos do convívio social e, com certeza, deixando o cidadão mais seguro na cidade e no Brasil", completou.

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