Polícia

Criança de 4 anos chega na escola com cortes pelo corpo e padrasto acaba preso: 'Apresentava diversas lesões e hematomas'

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A criança apresentava hematomas e sinais de sofrimento  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Portal R7
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 16/06/2026, às 09h03 - Atualizado às 09h10



Um homem, suspeito de agredir enteado de 4 anos de forma contínua, foi preso nesta segunda-feira (15), no bairro Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após ação de inteligência da Polícia Civil do RJ.

O crime veio à tona após uma funcionária da escola na qual a criança estudava denunciar que o menino apresentava frequentemente diversas lesões físicas, como hematomas na cabeça e na orelha, arranhões pelo corpo e cortes em diferentes regiões.  A partir dessas informações, a 26ª delegacia iniciou as investigações.

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A denúncia também apontou que a criança  demonstrava sinais compatíveis com situação de vulnerabilidade, como fome excessiva, sonolência, apatia, desinteresse pelas atividades escolares e constantes queixas de dores no estômago. "Segundo narrado pela comunicante, quando questionado sobre os ferimentos, o menino demonstrava medo e evitava responder", disse a polícia.

Recentemente, a mãe da criança havia comunicado à escola que o menor apresentava um novo ferimento no nariz, que teria sido supostamente causado por uma queda. "Diante das informações recebidas e com objetivo de apurar os fatos, os policiais procederam à escola, onde localizaram a mãe e o padrasto da vítima no momento em que buscavam a criança. Os três foram conduzidos à unidade policial para esclarecimentos".

Durante depoimentos, a criança foi questionada pelos policiais sobre o ferimento no nariz e, segundo a instituição, neste momento, a vítima afirmou que a lesão teria sido causada pelo padrasto, nesta segunda. “Ele relevou, ainda, que era agredido frequentemente pelo criminoso. Diante dos fatos, a criança foi encaminhada para exame de corpo de delito, que constatou lesões atuais e vestígios de agressões pretéritas”, completou a PCRJ.

O padrasto do menino foi preso em flagrante pelos crimes de tortura e lesão corporal, na forma da lei Henry Borel.

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