Polícia
A defesa da influenciadora digital Melissa Said se pronunciou após ser presa, na tarde da última quinta-feira (23), durante a Operação Erva Afetiva, deflagrada pela Polícia Civil na Bahia e em São Paulo. A ação tem como foco o combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.
Em nota divulgada nas redes sociais, nesta segunda-feira (27), a equipe jurídica de Melissa afirmou que as acusações não correspondem à realidade da influenciadora.
“As acusações em desfavor da Sra. Melissa não são verdadeiras e não condizem com sua realidade pessoal. Melissa recebeu com surpresa a operação policial e ficou incrédula com as acusações”, diz o comunicado assinado pelos advogados Rebecca Lima Santos, Caio Crusco de Tomim e Daniel Morimoto.
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A defesa ressaltou que o envolvimento da influenciadora com a maconha se restringe ao uso pessoal e medicinal, com prescrição médica. Segundo os advogados, as publicações nas redes sociais têm caráter informativo e humorístico, com o objetivo de “desmistificar preconceitos sobre a cannabis”, e não possuem relação com o tráfico de drogas ou lavagem de dinheiro.
“A defesa espera dos meios de comunicação prudência na divulgação de informações sigilosas e reforça a importância do respeito à presunção de inocência”, acrescenta a nota.
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De acordo com informações confirmadas pelo BNews, Melissa foi localizada na casa de uma amiga no bairro de Itapuã, em Salvador. A influenciadora estava foragida desde o dia anterior e foi conduzida ao Departamento de Repressão e Combate ao Tráfico de Drogas (Denarc), onde permanece custodiada na delegacia de Brotas.
Com mais de 325 mil seguidores no Instagram, Melissa é apontada pela polícia como líder de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. Outros três suspeitos, Eduardo Vitor, Erick Oliveira e Gabriel Ferrari Sousa, também foram presos na quarta-feira (22). As ações ocorreram em Salvador e Lauro de Freitas.
Conhecida por seu ativismo em defesa da legalização da cannabis, Melissa Said ganhou notoriedade nas redes após o relacionamento com o influenciador Tássio Bacelar, que morreu em outubro de 2023 em um acidente de bicicleta.
As investigações apontam que Melissa utilizava suas redes sociais para fazer apologia ao uso de drogas e estaria envolvida na comercialização, armazenamento e distribuição de maconha na capital baiana.
A Polícia Civil também identificou fornecedores nos estados da Bahia e de São Paulo, indicando atuação interestadual do grupo.
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