Polícia
por Andreza Oliveira
Publicado em 26/12/2025, às 11h25
A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, solicitou que a Justiça de São Paulo conceda a prisão domiciliar humanitária, sob afirmação de que ele corre “risco de morte súbita” na Penitenciária de Tremembé, conhecida como presídio dos famosos, no interior de São Paulo.
Abdelmassih está cumprindo uma pena de 173 anos de prisão depois de ser condenado por crimes sexuais contra 37 pacientes, entre os anos de 1995 e 2008. O ex-profissional de saúde nega todas as acusações.
Na solicitação de prisão humanitária, a advogada Larissa Abdelmassih, que é esposa de Abdelmassih, alega que ele tem cardiopatia isquêmica, já colocou seis stents, e que um novo exame detectou “três novas obstruções significativas” no coração.
Ainda de acordo com ela, um cardiologista analisou o estado do marido e alertou que, por causa das arritmias, há “grande possibilidade de necessitar de implante de marcapasso e com risco de morte súbita”.
“Por essas razões, reitera-se o pedido de prisão domiciliar de cunho humanitário, assegurando o direito à vida, à saúde e à dignidade”, pediu Larissa, em petição que foi apresentada no dia 12 de dezembro, mas ainda não foi analisada pela Justiça.
Um pedido parecido a este foi negado no ano de 2023. O Ministério Público tem se manifestado contra a prisão domiciliar humanitária de Abdelmassih.
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