Polícia
por Por Leonardo Oliveira e Silvânia Nascimento
Publicado em 14/02/2026, às 18h47
A delegada Juliana Fontes, diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) da Polícia Civil da Bahia, relatou em entrevista ao BNews neste sábado (14) os números iniciais de ocorrências durante o Carnaval de Salvador. Até o momento, foram registradas quatro prisões em flagrante por lesão corporal contra mulheres nos circuitos.
Dos quatro casos de lesão corporal, três envolveram agressões de companheiros ou namorados. “Essas vítimas, três desses quatro flagrantes, as vítimas estavam no circuito, estavam apanhando dos seus companheiros e namorados, e foi a população, os foliões que acionaram a polícia, que foram atrás de uma guarnição, identificaram: 'Olha, essa mulher estava apanhando no nariz' e a população chamava, todos ajudando. E aí a mulher foi levada para o posto, e mesmo contra a sua vontade, foram lavrados os flagrantes”, revela.
Para fortificar a segurança, a Polícia Civil aumentou em quase 40% o efetivo dedicado à proteção feminina. “Houve um aumento de quase 40% no efetivo para proteção à mulher. Então, no carnaval, nós temos dispostos o SERVIR, que é um serviço especializado de respeito às vítimas vulnerabilizadas e também às vítimas de intolerância e racismo", conta a delegada.
"Nesses postos, que são identificados pela cor lilás, são postos especializados de atenção à mulher. Qualquer mulher que for vítima,de violência, de agressão dentro do circuito, ela pode procurar aqui um posto SERVIR, que vai ter uma equipe capacitada, especializada para atender as mulheres”, complementou Juliana.
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A delegada explica a total capacitação e comprometimento dos profissionais no acolhimento às vítimas. "Todos que aqui trabalham foram capacitados pela Academia de Polícia para acolher, para atender melhor a mulher em situação de violência no circuito. E o que eu posso dizer que, além dos policiais que estão capacitados, a gente também tá contando com psicólogos e assistente social, para que ela possa ser encaminhada a toda a rede de proteção e não apenas ser feita a atuação policial", explica.
"A rede é muito importante para que a mulher se fortaleça, se adeque e possa realmente romper o ciclo, não voltando para aquela relação abusiva com a qual ela vive.” finaliza a delegada.
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