Polícia
Publicado em 06/06/2024, às 12h34 Gabriela Icó e Sanny Santana
Detalhes do caso de vizinhos que trocaram tiros em um condomínio de alto padrão no bairro de Patamares, em Salvador, foram divulgados nesta quinta-feira (6), pela delegada Lara Candice, responsável pelo caso. Com as investigações e o inquérito concluídos desde a última segunda-feira (3), um dos homens envolvidos chegou a ser indiciado por tentativa de homicídio.
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Investigação e detalhes do crime
Segundo Candice, para acusar apenas um dos envolvidos, foi necessário fazer uma análise minunciosa da situação. Através das imagens obtidas pelas câmeras do condomínio, foi possível analisar o "desenrolar da ação" e identificar que as ações do indiciado. Conforme a delegada, toda a situação foi rápida e aconteceu em 12 minutos.
"Ele [indiciado] primeiro entra no imóvel, é solicitado que se retirasse, a bola já estava dentro, o intercrímulo já aconteceu de forma muito rápida, foram 12 minutos (...) a criança chuta e aí a ela entra no imóvel para solicitar a bola, que é negada. As crianças saem e vão atrás dos pais, dos adultos, para intermediar essa situação. Só que aí o adulto, que deveria intermediar, entra no imóvel. Inicialmente a conversa é aparentemente tranquila, só que depois existe esse momento de agressão física, onde ele dá três golpes no rosto do ex-síndico, que está dentro do seu imóvel", conta.
"Minutos após, ele já volta pra casa novamente, invade o imóvel e levanta a arma, aponta para o ex-síndico, que corre para a cozinha", continua, explicando ainda que o ex-síndico, para se defender, efetuou dois disparos. Os dois vizinhos envolvidos na troca de tiros são CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas o homem indiciado estava com registro vencido.
A delegada ainda contou que o indiciado se abrigou em uma quina da parede, iniciando uma troca de tiros entre os dois. "Quando ele [acusado] é atingido no abdômen, ele dá ainda mais dois tiros e se retira. E aí a gente percebe que o ex-síndico cessa os tiros".
Para Candice, o dono da propriedade não apresentou atitudo agressiva, já que foi agredido no rosto e apenas reagiu quando os tiros começaram. Por causa dessas atitudes, o homem não foi indiciado também. "Ele poderia ainda tentar atirar mais quando ele vê que o indiciado retira-se do imóvel, mas ele cessa os tiros. Com tudo isso, não verificamos tipicidade na conduta do ex-síndico e, sim, na conduta do pai da criança que adentrou no imóvel", explica.
O indiciado ainda chegou a ameaçar o ex-síndico. "Ele fala 'vou te encher de tiros' e depois volta com a arme em punho e aponta", diz.
Durante a investigação, além da análise de imagens, mais de 12 depoimentos foram colhidos. Com as informações de testemunhas, foi possível descobrir ainda que os vizinhos não possuíam qualquer histórico anterior de brigas. "O que foi relatado foi algumas discussões, mas sempre relacionadas a motivos condominais", revela Candice.
A 9ª DT/Boca do Rio foi a responsável pelas investigações.
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