Polícia
Publicado em 14/01/2026, às 15h18 Maycol Douglas e Gabriel Santana
A delegada titular da 14ª DT da Barra, Mariana Ouais, detalhou sobre as canetas emagrecedoras apreendidas pela segunda fase da Operação Mirakel, nesta quarta-feira (14).
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Com o objetivo de desarticular a quadrilha que realiza venda ilegal de caneta, a operação apreendeu busca e apreensão de canetas emagrecedoras, pinos de cocaína, aparelhos eletrônicos. Sobre o recolhimento dos materiais, a delegada relatou sobre a ação da Polícia Civil (PC).
Esses materiais foram apreendidos em cumprimento de mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pelo Judiciário dentro da segunda fase da Operação Mirakel”, afirmou em entrevista exclusiva para o Bnews.
Ouais relatou que o motivo da primeira fase da Operação Mirakel foi desarticular uma organização criminosa formada por várias associações de indivíduos que praticavam crimes contra farmácias. A delegada destacou que desde a primeira fase, a participação de adolescentes junto com adultos vem chamando a atenção da investigação.
Desde a primeira operação realizada em 2025, foi constatado que os jovens não eram usados apenas para praticarem os roubos dentro das farmácias, mas que realizavam a interceptação e a utilização das canetas emagrecedoras roubadas ou conseguidas de forma ilegal.
A delegada relatou que o modus operandi dos envolvidos é terem ligações com pessoas que se intitulam como esteticistas e utilizam as canetas, além de encomendar os medicamentos aos adolescentes e adultos, para fazer procedimentos de emagrecimento que também eram ilegais dentro de suas clínicas.
Caso Claudiana Rocha
Sobre a prisão da influenciadora digital Claudiana Rocha, de quase 10 mil seguidores no Instagram, a delegada contou que os adolescentes eram aliciados e corrompidos para realizarem a prática ilegal.
Ouais ressalta que os criminosos responsáveis pelo aliciamento dos jovens utilizavam os menores para realizar os roubos, pois em casos de captura, a penalidade será mais flexível. A delegada destacou que alguns jovens entravam armados nos estabelecimentos.
Acerca das práticas da organização criminosa, Ouais afirmou que eram realizados não só o roubo, mas como a aplicação em clínicas, venda de canetas lacradas ou doses nas redes sociais.
Sobre a apreensão em endereços tanto residenciais, quanto comerciais de Claudiana Rocha, Ouais afirma que todos os locais ligados à influenciadora eram de Amaralina, em Salvador (BA).
A investigação encontrou muitos aparelhos eletrônicos ligados às práticas criminosas e que serão usados para analisar o caso, com a finalidade de descobrir particularidades sobre os negócios feitos pela organização criminosa.
Confira a entrevista na íntegra
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