Polícia

Delegado detalha operação contra pedófilos em Salvador e defende buscas em prédio de luxo: "Trabalho investigativo"

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Operação desarticulou esquema que produzia imagens e aliciava menores em diversas cidades da Bahia  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 13/05/2026, às 08h59



O delegado Gabriel Filipe da Silva Cipriano, integrante do Núcleo Especializado de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente no Ambiente Virtual (NERCCA), detalhou a Operação Nacional Caminhos Seguros e os desdobramentos em toda a Bahia. Em diligências na última terça-feira (12), ocorridas municípios de Salvador, Lauro de Freitas e Serrinha, foi apreendido um vasto acervo de pornografia infantojuvenil e materiais eletrônicos que podem contribuir com as investigações.

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Um dos alvos, um homem de 47 anos, foi preso em seu local de trabalho, em Lauro de Freitas. As investigações revelaram que o suspeito gerenciava 15 perfis falsos em redes sociais. Ele se passava por criança para ganhar a confiança de menores que, em seguida, enviavam vídeos íntimos. Com ele, foram apreendidos 2.740 arquivos digitais.

A segunda prisão do dia foi efetuada no bairro do Garcia, na capital. Um homem de 31 anos foi preso por estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos. Segundo as investigações, o crime foi cometido após o suspeito atrair a vítima por meio de um aplicativo de mensagens, onde marcou um encontro e praticou o crime.

Em entrevista à Baiana FM nesta quarta-feira (13), durante o Giro Baiana, o delegado detalhou os caminhos que levaram às prisões dos suspeitos. "Era uma produção que incentivava a prostituição de crianças através de perfis falsos. Tem diversos e-mails que não correspondiam à real identidade. Estamos dando cumprimento a várias ordem judiciais", afirmou Cipriano.

O representante da Polícia Civil ainda defendeu o cumprimento de mandado em um prédio localizado no Corredor da Vitória, área luxuosa da capital baiana. Segundo as investigações, o alvo foi o filho de ex-procurador do estado e mensangens em seus aparelhos telefônicos. A família do investigado negou qualquer irregularidade e práticas de crimes por parte do alvo.

A Polícia Civil, para dar cumprimento de algum mandado, a gente tem que ter o crivo do MP e do Judiciário. A Polícia Civil exerce trabalho técnico. Através de trabalho investigativo, esse cumprimento foi deliberado pela justiça porque temos elementos probatórios para que essa cautelar fosse ser cumprido. Logicamente a defesa vai fazer seu trabalho e levantar elementos. Mas a ação ontem foi respaldada por cumprimento de ordem judicial. Não tem qualquer tipo de vício na ação realizada ontem", afirmou o delegado.

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