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Delegado pede prisão preventiva de torcedor chileno flagrado em ato racista na Arena Fonte Nova: 'Prova inconteste'

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Delegado afirma que imagens comprovam crime de racismo e que torcedor apresentou versões contraditórias durante interrogatório  |   Bnews - Divulgação Reprodução


A Polícia Civil da Bahia solicitou a prisão preventiva do torcedor chileno Francisco Javier Sepúlveda Vargas, de 27 anos, preso após ser flagrado fazendo gestos racistas durante a partida entre Bahia e O’Higgins, na última quarta-feira (25), na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Em entrevista ao BNews nesta sexta-feira (27), o delegado Willian Achan, titular da 1ª Delegacia Territorial dos Barris, afirmou que as imagens do sistema de segurança do estádio são suficientes para comprovar a prática do crime.

"A gente entendeu que tem uma prova inconteste, tanto assim que fizemos a autuação dele em flagrante", explicou.

Segundo o delegado, durante o interrogatório, o chileno apresentou versões contraditórias. "No início, disse que não tinha noção do que estava fazendo e depois afirmou que não sabia o que estava fazendo. Ele acredita que é inocente", disse.

Pedido de prisão preventiva

Francisco foi encaminhado à audiência de custódia nesta sexta-feira (27). A Polícia Civil defende a manutenção da prisão para assegurar a aplicação da lei penal, já que, caso ele retorne ao Chile, a adoção e fiscalização de eventuais medidas cautelares podem se tornar mais difíceis.

Caso a Justiça decida pela liberdade provisória, o torcedor poderá retornar ao país de origem. De acordo com o delegado Willian Achan, a obrigatoriedade de permanência no Brasil só ocorre mediante determinação judicial de prisão.

Relembre o caso

Francisco foi preso no intervalo da partida válida pela segunda fase da Pré-Libertadores entre Bahia e O’Higgins. De acordo com a Polícia Civil, ele foi identificado por câmeras de monitoramento imitando um macaco em direção aos jogadores do Tricolor de Aço.

O suspeito foi conduzido à 1ª DT/Barris, onde passou por exame de corpo de delito e permaneceu à disposição da Justiça.

Em nota, o Bahia informou que acompanha o caso. Já a Arena Fonte Nova afirmou que identificou o torcedor pelas câmeras de segurança e acionou a Polícia Militar. Reiterou ainda que repudia qualquer manifestação de racismo e reafirmou compromisso com o respeito e com o combate a qualquer forma de preconceito.

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