Polícia

Dois meses após ser assassinado por PM, corpo de morador de rua continua no IML

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Morador de rua foi assassinado por um PM no dia 13 de junho com três tiros de fuzil  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Mariana Cedrim

por Mariana Cedrim

Publicado em 17/08/2025, às 17h16 - Atualizado às 19h27



Após a família de Jeferson de Souza, que mora em Alagoas, alegar que não tem condições de pagar pelo translado do jovem, o corpo continua no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo dois meses depois do crime.

O morador de rua foi assassinado por um policial militar no dia 13 de junho, com três tiros de fuzil, um na cabeça e dois no tórax, na Rua da Figueira, debaixo do Viaduto 25 de Março.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, entrou em contato com os familiares para encaminhá-los à Defensoria Pública de São Paulo, que deve ajudar a viabilizar o translado.

Como a vítima nunca teve documento de identidade emitido, antes de ajudar no transporte do corpo, a Polícia Científica ainda precisa confirmar a identidade de Jeferson, cruzando os dados genéticos dele com os dos parentes.

“Para viabilizar a confirmação genética, o Núcleo de Biologia e Biotecnologia (NBB), da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), está em tratativas para viabilizar a coleta de material dos familiares diretamente em Alagoas”, justificou a SSP.

Os policiais envolvidos no crime, Allan Wallace e o soldado Danilo Gehrinh, foram presos no último dia 22 de julho e seguem detidos no presídio Militar Romão Gomes (PMRG), enquanto o Inquérito Policial Militar (IPM) é conduzido pela Corregedoria.

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