Polícia
Duas funcionárias de uma loja de perfumes importados foram ameaçadas durante um assalto à mão armada dentro no Shopping da Bahia, no bairro do Caminho das Árvores, área nobre de Salvador, nesta quarta-feira (19). Dois suspeitos entraram no estabelecimento, sendo que um deles portava uma faca e também teria uma arma de fogo na cintura, enquanto o outro recolhia os produtos. O prejuízo inicial foi estimado em R$ 16.246.
Segundo relato da supervisora da loja, Girlene Cunha, as duas funcionárias ficaram traumatizadas após serem mantidas sob ameaça durante a ação. Em entrevista à TV Bahia, ela contou que um dos criminosos apontava a arma e dizia que atiraria caso elas se movessem.
A supervisora da loja disse ainda que as duas funcionárias foram mantidas sob ameaça durante o assalto. Um delas chegou a pedir para o suspeito não levar o celular dela. “O maior prejuízo foi o emocional das meninas que estavam o tempo todo ali na mira de uma arma”, relatou.
Girlene contou que uma das funcionárias estava em um canto da loja e também foi ameaçada. De acordo com ela, o criminoso xingava e ameaçava atirar. A supervisora também afirmou que o suspeito mantinha uma faca em punho e carregava uma arma de fogo, que era exibida durante as ameaças.
“Ele não tirou [a arma], ele levantava a blusa e mostrava: 'Fica quieta, senão eu mato todas'”, disse.
Segundo a supervisora, a ação foi rápida e deixou as funcionárias em choque. Ela afirmou ainda que as duas não teriam condições de continuar trabalhando no mesmo ambiente por causa do trauma e do medo de que os criminosos retornem.
Girlene também destacou que, embora os produtos possam ser recuperados financeiramente, o estabelecimento continua arcando com despesas como aluguel.
De acordo com a supervisora, a ação foi diferente de outros furtos registrados anteriormente na loja. Segundo ela, em casos passados, os criminosos analisavam o ambiente e agiam de maneira mais discreta.
Desta vez, um dos suspeitos teria abordado diretamente uma funcionária enquanto o outro recolhia os perfumes.
A supervisora também fez uma comparação com outros furtos registrados anteriormente na loja. Segundo Girlene, os criminosos costumavam agir de forma mais discreta, analisando o ambiente antes de levar os produtos.
Ela afirmou que, em casos anteriores, um suspeito dava cobertura enquanto o outro recolhia as mercadorias com cautela. Desta vez, porém, a ação teria sido mais agressiva e direta.
“Ladrões que analisavam primeiro a situação, um cobria o outro, um vinha discretamente e ia roubando com todo o cuidado do mundo. Dessa vez não, eles já entraram já com toda a ousadia do mundo e já foi abrindo a bolsa, um se dirigiu à funcionária, já começou a ameaçar e o outro começou a catar os produtos”, relatou.
Para Girlene, a forma como a dupla agiu chamou atenção pela ousadia, principalmente por o crime ter ocorrido dentro de um shopping. “Ou seja, foi de uma ousadia que é inacreditável, é inacreditável dentro de um shopping center. Se contar, se vê o vídeo, ninguém pode dizer, foi dentro de um shopping center. Acho que nem na rua é a ousadia é tão grande.”
Dupla armada faz a limpa em loja de perfumes de luxo dentro de shopping em área nobre de Salvador. Um dos suspeitos estava com uma faca e também teria uma arma de fogo. Duas funcionárias foram ameaçadas durante o assalto. O prejuízo inicial foi de R$ 16,2 mil.
— bnewsvideos (@bnewsvideos) August 20, 2026
Vídeo: TV Bahia pic.twitter.com/A32EOlPUXm
O caso foi registrado na 16ª Delegacia Territorial (Pituba), onde a supervisora prestou depoimento.
Após o registro do boletim de ocorrência (BO), Girlene afirmou que pretende se reunir com a administração do shopping para discutir medidas de segurança e cobrar maior rigor na identificação de suspeitos que entram no estabelecimento.
Após o assalto, a supervisora afirmou que pretende se reunir com a administração do shopping para discutir medidas de segurança. Segundo ela, a intenção é cobrar maior atenção para a entrada de suspeitos e reforçar a proteção de lojistas e clientes. Girlene disse ainda ter recebido a informação de que os suspeitos já teriam passagem pela polícia e questionou por que a equipe de segurança do shopping não teria identificado os criminosos.
A supervisora afirmou que a situação gera insegurança tanto para os lojistas quanto para o próprio shopping. Segundo ela, a administração do estabelecimento já teria se colocado à disposição para discutir e adotar as medidas necessárias.
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