Polícia

Ela saiu de um shopping e nunca mais voltou: o crime brutal contra a pediatra Rita de Cássia que marcou a Bahia

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Médica foi morta de maneira brutal em julho de 2009 após ter sido sequestrada em shopping de Salvador  |   Bnews - Divulgação Reprodução | TV Globo
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 23/06/2026, às 05h00



Há exatos 17 anos ocorria um dos crimes mais bárbaros da Bahia: a morte da médica pediatra Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, encontrada sem vida, com marcas dede brutalidade espalhadas pelo corpo, em uma estrada nas proximidades da cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano.

A vítima era natural da cidade de São Sebastião da Grama, a 18 km de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, mas estava morando em Salvador há 10 anos com o marido e com a filha. Rita de Cássia teve a vida interrompida aos 39 anos, no dia 6 de agosto de 2009, após ter sido sequestrada no estacionamento do Shopping Iguatemi, em Salvador, depois de finalizar compras para o Dia dos Pais.

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No final da tarde do mesmo dia do delito, o corpo de Rita Martinez foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com marcas de atropelamento, em uma estrada de terra. Minutos antes, a PRF tinha localizado o veículo da vítima, abandonado na BR-324, na cidade de São Sebastião do Passé, Região Metropolitana de Salvador (RMS), sem combustível e com a filha da médica, de 1 ano e 8 meses, dormindo no banco de trás.

“Marcas de pneu no corpo da vítima indicam que ela foi atropelada várias vezes. A bolsa da vítima, joias e os presentes foram achados no carro. Apenas a carteira da médica foi levada”, revelou a Polícia Civil na época.

Autor do crime tinha saído do presídio um dia antes do crime

O autor confesso do crime, identificado como Gilvan Cleucio de Assis, 35 anos, foi capturado cinco dias após o delito, no momento em que retornava à Colônia Penal Lafayete Coutinho para se reapresentar após a saída temporária.

Na época, ele foi apresentado à imprensa e, durante coletiva, a polícia revelou que imagens gravadas por câmeras de segurança do estabelecimento comercial registraram o criminoso seguindo os passos da médica dentro do estabelecimento e, em seguida, cometendo o sequestro.

Gilvan, que já respondia a quatro processos por crimes como estupro, assalto e atentado violento ao pudor, era natural da cidade de São Francisco do Conde, na RMS, e estava em liberdade por benefício do indulto do Dia dos Pais. Ele tirou a vida da pediatra um dia após ter saído da unidade prisional para usufruir do benefício.

Cerca de um mês depois de ter sido capturado em decorrência desse crime brutal, no dia 4 de setembro de 2009, o criminoso foi encontrado morto em uma cela da Delegacia de Homicídios da capital baiana, depois de usar uma corda improvisada com lençóis para se enforcar. Ele foi localizado sem vida no mesmo dia em que participou da reconstituição do crime.

Laudos periciais confirmaram várias brutalidades

Os laudos periciais divulgados pela Polícia Civil constataram que o criminoso agrediu a vítima com socos no rosto e usou a corrente da pediatra para estrangulá-la. Além disso, o suspeito pegou o carro de Rita, acelerou o veículo e, em marcha à ré, atropelou a vítima. Os laudos, apresentados pela polícia no dia 25 de agosto do mesmo ano, descartaram vestígios de violência sexual, porém os indícios apontaram tentativa de estupro.

“O corpo foi encontrado com o vestido levantado. Isso leva a crer que ele tenha tentado alguma violência sexual”, disse a delegada Andréa Ribeiro. “Os laudos cadavérico e do local do crime são conclusivos e mostram que houve, por parte do autor, crueldade, perversidade e vontade de matar”, completou.

Com a conclusão da perícia, a causa da morte da pediatra foi confirmada como afundamento craniano e torácico, que ocorre devido a fraturas e lesões graves causadas por traumas.

Médica trabalhava em posto de saúde 

Rita de Cássia trabalhava há cerca de dois anos em um posto de saúde no bairro do Nordeste de Amaralina, em Salvador. Um dia após o crime, a unidade médica suspendeu o atendimento devido ao estado emocional dos colegas que trabalhavam com Rita. Pelos amigos, familiares e colegas de profissão, a pediatra era reconhecida como uma pessoa querida.

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