Polícia

Empresário morto em Guarulhos acumulou riquezas no setor imobiliário; saiba detalhes

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O Empresário foi atingido por um tiro de fuzil, no aeroporto de Guarulhos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / O Globo


Vinicius Gritzbach foi assassinado a tiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos, nesta sexta-feira (08), após anos recebendo ameaças de morte do PCC. Ele havia acumulado riqueza com investimentos em criptomoedas, mas seu verdadeiro legado estava no setor imobiliário. Em um depoimento à polícia em 2022, Gritzbach compartilhou que começou sua trajetória profissional aos 15 anos, graduando-se em Administração e Engenharia Civil, e ingressou no mercado imobiliário como corretor.

De acordo com ele, sua ascensão profissional se deu na Porte Engenharia, uma construtora conhecida em São Paulo por ter construído o Platina 220, o edifício mais alto da cidade, com 46 andares e 172 metros de altura. Tanto a sede da empresa quanto o prédio estão localizados no bairro do Tatuapé, na Zona Leste. Nos últimos anos, a Polícia Civil e o Ministério Público realizaram várias operações no bairro contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo informações do Jornal O Globo, em seis anos na Porte, Gritzbach progrediu de corretor a gerente, alcançando o cargo de gerente-comercial. Em seu depoimento aos investigadores, ele atribui essa ascensão à sua “boa performance”. No auge de sua carreira na construtora, disse que seu salário chegava a R$ 25 mil, além de um complemento proveniente das vendas realizadas.

Após sua experiência na Porte, ele iniciou sua trajetória como empresário, fundando várias empresas, a maioria voltada para o setor imobiliário. A mais significativa delas é a SP Investimentos e Empreendimentos, que possui um capital de R$ 4 milhões registrado na Junta Comercial de São Paulo. A empresa, que conta com três sócios, está localizada em um prédio comercial no Jardim Anália Franco, um bairro nobre da zona leste da capital paulista.

De acordo com informações da polícia, as atividades do empresário integravam uma “rede sofisticada” destinada à lavagem de dinheiro do PCC. A VMA Intermediações e Negócios são mencionadas como o veículo através do qual o empresário conduzia essas transações, contando com a colaboração de laranjas.

Os investigadores relatam que pelo menos 40 propriedades vinculadas à VMA foram "alaranjadas" ou adquiridas com o objetivo de ocultar bens e realizar operações de lavagem de dinheiro. Além disso, a empresa também estava envolvida na compra e venda de helicópteros e lanchas, sempre a preços inflacionados.

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