Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 16/12/2025, às 22h49
O empresário Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, confessou para a Polícia Civil, na noite da última segunda-feira (15), que matou Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e que simulou o acidente de carro, em Itaúna, na região centro-oeste de Minas Gerais (MG).
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A confissão foi confirmada pelo advogado do próprio suspeito, Michael Guilhermino. Primeiramente, a morte de Henay tinha sido registrada como um acidente de trânsito na rodovia estadual, MG-050, localizada em Itaúna (MG). De acordo com o g1, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) afirmou que a vítima estava no banco do motorista e o namorado no do passageiro no momento do acidente.
A morte de Henay ocorreu quando o carro do casal invadiu a contramão e bateu em um micro-ônibus. A investigação mudou o rumo e passou a considerar a hipótese de feminicídio após imagens de uma câmera de segurança do pedágio local mostrarem a mulher inconsciente no banco do motorista, enquanto Alison dirigia.
Houve brigas, agressões e asfixia dentro do veículo. Alison foi detido na manhã de segunda-feira (15), no velório de Henay. A defesa do empresário disse que ele iria colaborar integralmente com todas as investigações conduzidas pelas autoridades.
A Polícia Civil percebeu que as imagens da câmera de segurança mostram Henay sentada e sem reação, enquanto Alison estava no banco do passageiro. Ele paga a tarifa e estica o corpo para alcançar o volante, conduzindo o carro de forma improvisada.
Ao perceber, a atendente do pedágio perguntou se estava tudo bem. Segundo a polícia, Alisson afirmou que a companheira estava passando mal. A funcionária sugeriu parar o veículo para atendimento, Alison falou que cumpriria, mas seguiu viagem.
Aproximadamente, nove minutos depois, o carro invadiu a contramão em uma curva, no km 90 da MG-050 e bateu de frente com um micro-ônibus de turismo. Henay teve a morte confirmada ainda no local.
Por causa das contradições entre o acidente e as lesões sofridas por Henay, a Polícia Civil apurou que os ferimentos das lesões eram incompatíveis com o impacto da batida. Os investigadores passaram a considerar a possibilidade de que a mulher já estivesse inconsciente antes da batida. Fato que colocaria em dúvida a hipótese do acidente.
A imprecisão fez a investigação solicitar novos exames de perícia e coletar relatos de pessoas. Elementos como arranhões no rosto, suor excessivo e troca de roupas nas horas seguintes ao acidente foram fundamentais para a investigação.
O histórico de violência entre Henay e Alison fez a polícia considerar mensagens, fotografias e registros de atendimentos médicos como indícios para a comprovação de que a morte da mulher não tinha sido um fato isolado. As características fizeram a Polícia Civil pedir uma nova perícia. O sepultamento até foi adiado para possibilitar a realização dos exames.
Após a análise das imagens do acidente, foi constatado que a morte não teria sido causada apenas pela colisão e sim, por conta de violências físicas. O caso passou a ser tratado como feminicídio.
Alison foi preso durante o velório da companheira, em Divinópolis (MG). A polícia afirmou que ele não reagiu à abordagem e negou o crime. Celulares da vítima e do investigado foram apreendidos e encaminhados para a perícia. A Polícia Civil espera o resultado do laudo da necropsia para avançar nas investigações do caso.
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