Polícia

Filho de diretora do Detran é um dos alvos em caso de agressão com arma de choque a homem em situação de rua

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Antônio Coelho é apontado como o responsável por gravar os vídeos que repercutiram na internet; mãe já foi alvo de investigação  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 14/04/2026, às 20h35 - Atualizado às 20h40



Antônio Coelho, de 18 anos, é apontado como responsável pela gravação dos vídeos em que um homem em situação de rua é agredido com o uso de uma arma de choque, em Belém (PA). O jovem é filho de Renata Coelho, diretora-geral do Departamento de Trânsito do Pará (Detran-PA). O outro estudante suspeito, Altemar Sarmento Filho, também de 18 anos, teria utilizado o dispositivo.

A agressão ocorreu na manhã dessa segunda-feira (13) em frente ao campus do Centro Universitário do Pará (Cesupa), localizado em área nobre da capital paraense. Os jovens são estudantes de direito na instituição. Ambos prestaram depoimento nesta terça (14). Após serem ouvidos, eles foram liberados.

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A arma de choque

O filho da diretora-geral do Detran foi o primeiro a prestar depoimento nesta terça-feira. A defesa informou que aguarda acesso integral ao inquérito policial para se manifestar. Altermar também compareceu à delegacia acompanhado de advogado e foi ouvido no fim da manhã. Segundo a defesa, ele optou por permanecer em silêncio.

O advogado declarou que o dispositivo utilizado não seria letal, pois estaria danificado. Em nota, a Polícia Civil do Pará (PCPA) informou que o caso foi registrado na Seccional de São Brás e que um inquérito foi instaurado para apurar os fatos. A arma de choque foi apreendida e será submetida a perícia.

Diretora do Detran já foi alvo de investigação

Com a repercussão do caso, internautas passaram a pedir pela exoneração de Renata Coelho do cargo nas redes sociais. Após o ocorrido, ela chegou a restringir os comentários em seu perfil.

O nome da diretora-geral voltou a ganhar destaque também pelo fato de já ter sido alvo de investigação da Polícia Federal (PF). Em 2025, a Operação Expertise apurou suspeitas de desvios de recursos das áreas de Saúde e Educação no Pará.

Durante a investigação, Renata foi citada como uma das pessoas de interesse da PF, envolvida em um contrato no valor de R$ 8,2 milhões. Ela chegou a ser afastada, mas foi reconduzida por decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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