Polícia
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar (PM) fecham o cerco, nesta terça-feira, 10, contra escritórios de advocacia, localizados no município de Franca, suspeitos de usar nomes de aposentados e pensionistas para cometer fraudes.
A Operação Garatéia busca cumprir cinco mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 3.149.840. As investigações foram iniciadas em 2024, após indícios de que os escritórios estariam usado procurações antigas ou genéricas para propor milhares de ações em nome de aposentados e pensionistas, em alguns casos sem que eles soubessem.
"Também se apura se os valores obtidos nesses processos foram levantados e retidos sem o devido repasse aos clientes. Levantamento do Tribunal de Justiça de São Paulo aponta mais de 12 mil ações ajuizadas pelo grupo entre 2022 e 2025", disse o MPSP.
Também conforme informações divulgadas pelo MPSP, os investigados teriam supostamente recebido cerca de R$ 10,9 milhões em 3.812 levantamentos de valores depositados em processos judiciais, conforme análise financeira autorizada pela Justiça, que abrange o período de janeiro de 2021 a junho de 2025.
"Segundo a investigação, apenas cerca de um quarto desse total foi transferido a pessoas de fora do grupo. Uma empresa ligada aos investigados arrecadou ainda cerca de R$ 770 mil em taxas cobradas de mais de 2,7 mil pessoas. Entre dezembro de 2024 e março de 2025, aproximadamente R$ 1,38 milhão foi sacado em espécie, valor que não foi localizado", completou o MP.
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