Polícia

Esposa de militar reformado da Bahia faz apelo para agilizar traslado do corpo após morte na Itália; assista

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Priimeiro-tenente reformado da PMBA morreu após sofrer um AVC enquanto visitava o Coliseu, na Itália  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 08/01/2026, às 12h13



A esposa do primeiro-tenente reformado da Polícia Militar da Bahia, Gilmar Leal, fez um apelo público nas redes sociais após o falecimento dele na última terça-feira (6), em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) durante um uma viagem de férias na Itália.

No vídeo, Bárbara Costa, que é professora de inglês, contou que a família planejou uma viagem pela Europa, para passar por cidades como Florença, Milão, Veneza e Paris. No entanto, no primeiro dia, quando visitavam o Coliseu, em Roma, Gilmar começou a passar mal. Segundo o relato, o PM relatou uma sensação de choque elétrico e, rapidamente, perdeu a consciência.

De acordo com Bárbara, a equipe do Coliseu acionou o serviço de emergência, e o militar foi encaminhado em menos de meia hora ao hospital, onde recebeu diagnóstico de AVC e foi internado. No primeiro dia, apresentou uma breve melhora e chegou a ficar lúcido, mas posteriormente entrou em coma, indo a óbito 12 dias após a internação.

A professora destacou que o atendimento médico foi ágil e eficiente, e que não está solicitando ajuda financeira, uma vez que a família possui seguro de viagem, que é responsável pelo traslado do corpo. O problema, segundo ela, é a burocracia para emissão do documento necessário para acionar a seguradora.

De acordo com o relato, o hospital forneceu apenas um documento informando que Gilmar foi internado e veio a óbito, mas sem determinar a causa da morte. Porém, sem a informação, a seguradora não libera o procedimento. 

Bárbara disse que, ao tentar emitir a certidão de óbito com causa, foi informada de que o documento só será disponibilizado em até 30 dias, prazo necessário para conclusão do prontuário médico. Ela chegou a procurar o consulado brasileiro, em uma tentativa de acelerar o processo, mas foi orientada a tratar somente com a seguradora.

"Ele merece um sepultamento digno. Ele não pode ficar 30 dias no necrotério esperando por uma coisa que é burocrática", disse.

No vídeo, Bárbara fez um apelo ao Itamaraty, ao Governo Federal, ao Governo do Estado da Bahia e à Polícia Militar, pedindo apoio para acelerar o processo e viabilizar o retorno do corpo do militar ao Brasil.

Segundo a esposa, Gilmar Leal tinha 32 anos de serviços prestados à Polícia Militar da Bahia, com passagem pelo Exército. Conhecido como "Paulista", atuou também como segurança de ex-prefeitos de São Francisco do Conde.

"Um pai, um marido, um profissional que trabalhou a vida inteira para proporcionar conforto para a família. Na primeira oportunidade de realizar sonhos, acontece uma fatalidade dessas", desabafou.

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