Polícia

Esposa de policial baleado em operação no Rio cuida do marido em hospital: ‘Viver assim é difícil’

Reprodução/Arquivo Pessoal
Keidna Marques mantém rotina diária no hospital ao lado do marido policial  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Arquivo Pessoal
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 23/11/2025, às 19h47 - Atualizado às 20h01



Há 248 dias, Keidna Marques, de 43 anos, não deixa o lado do marido. Felipe Marques Monteiro, piloto policial de 45 anos, foi baleado na cabeça durante uma operação no Rio de Janeiro e permanece internado desde então. 

Para Keidna, cada dia é uma mistura de medo, esperança e dedicação total à recuperação de Felipe:

“Ali, perdi as pernas. Entrei em estado de choque. Tenho amnésia desse dia, só lembro flashes. Chorei um pouco no hospital, mas fui chorar mesmo só uns dois dias depois”, contou, em entrevista ao portal UOL.

No dia do ataque, 20 de março, Felipe sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio, durante uma operação policial quando o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) em que estava foi atingido por disparos. Um tiro de fuzil acertou o lado direito da testa do policial e perfurou o crânio. Ele foi imediatamente levado ao hospital Miguel Couto e passou por uma cirurgia de emergência que durou toda a tarde.

Keidna lembra dos primeiros instantes de pânico: “Era o piloto do helicóptero, que estava com o Felipe. Quando ele se identificou, já imaginei que algo de ruim havia acontecido. Então o rapaz disse: 'O Felipe tomou um tiro. Nós estamos no hospital'”.

O choque foi tanto que ela precisou passar o celular para o chefe para que anotasse o endereço do hospital. Logo depois, ouviu do piloto que Felipe havia conseguido sair da aeronave e, mesmo ferido, disse seu nome aos médicos que o atenderam.

Desde então, a vida de Keidna gira em torno da recuperação do marido. “Viver assim é difícil, mas cada pequeno avanço dele faz tudo valer a pena. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa senão estar ao lado dele”, afirmou. 

Ela faz a viagem diária entre Niterói, onde mora, e o hospital na zona sul do Rio, mantendo presença constante e acompanhando cada evolução. A empresa onde trabalha a afastou das funções, garantindo o salário integral, para que ela possa se dedicar exclusivamente ao marido.

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