Polícia
Publicado em 01/06/2024, às 21h50 Cadastrada por Letícia Rastelly
A população amazonense ainda nem processou a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, a empresária Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como Djidja, e já está tendo que lidar com as revelações oriundas das investigações da Polícia Civil do Amazonas e de postagens feitas por amigos e familiares nas redes sociais.
Acontece que na tarde de quinta-feira (30), investigadores prenderam mãe, irmão e uma funcionária de Djidja, além de dois funcionários de um salão de beleza da família, onde a ex-sinhazinha vinha trabalhando, desde que deixou de integrar o Boi Garantido.
A prisão, feita a partir de mandados de prisão deferidos da Justiça amazonense, são pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, e também pelo crime de estupro, em nome de Ademar Farias, irmão de Djidja.
Os mandados foram em desfavor de: Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja; Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja; Verônica da Costa Seixas, gerente do salão de beleza Belle Femme, que é da família Cardoso; Marlisson Vasconcelos Dantas, cabeleireiro do mesmo salão, e Claudiele Santos da Silva, que era maquiadora no salão.
Ponto de partida
A ex-sinhazinha foi encontrada morta, em sua cama, na manhã do dia 28, por familiares que já vinham tentando contato com ela, mas não conseguiam. O corpo passou por exame no Instituto Médico Legal (IML) antes de ser liberado para o enterro.
Em tempo, passou a viralizar nas redes sociais comentários que diziam que a mãe, o irmão e outros funcionários do salão tinham o hábito de usar o apartamento onde o corpo de Djidja foi encontrado para o uso de drogas. Até uma parente chegou a comentar que a casa da família teria se tornado uma "cracolândia" e que eles já tinham tentado internar a empresária, mas eram impedidos pela mãe.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a morte de Djidja vem sendo investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). "No momento, a causa da morte ainda não foi determinada e só poderá ser confirmada após a realização do exame necroscópico. As investigações em torno do caso estão em andamento, e, por isso, mais informações não podem ser divulgadas", disse, em nota o órgão de segurança.
Investigações
A morte da jovem acelerou uma investigação que já vinha sendo feita há aproximadamente 40 dias pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Os policias civis já sabiam que a família da ex-sinhazinha atuava na coleta e distribuição de uma droga chamada cetamina, um anestésido de uso humano e veterinário que, no Brasil, se tornou ilícito na década de 1980 e costuma ser encontrado em clínicas veterinárias.
Ao prender os parentes de Djidja, a polícia encontrou materiais como seringas, anestésicos, medicamentos de uso controlado e frascos de cetamina, além de computadores que sera periciados. O esquema fazia parte de uma seita denominada “Pai, Mãe, Vida”, que forçava uso da droga durante seus rituais.
De acordo com o G1, mãe, irmão e gerente foram levados para o 1º DIP, mas não foram ouvidos durante a noite, pois, segundo a advogada de defesa, eles estariam sob o efeito de drogas e não tinham condições de falar em depoimento. "Nossa intenção é que eles recebam tratamento", defendeu Lidiane Roque, advogada do trio.
Com a prisão dos líderes do grupo, a maquiadora se entregou a polícia, acompanhada de um advogado, horas depois. O seu advogado alega que ela era uma prestadora de serviços e que provará a sua inocência. Já no dia seguinte, foi a vez do cabeleireiro também se entregar ao lado do seu defensor.
O esquema envolvia a coleta da cetamina em uma clinica veterianária, que supostamnete armazenava o anestesico sem as exigências legais, como retenção de receituário. O grupo também era responsável pela aplicação forçada da substância em funcionários de uma das undiades do salão, que eram obrigados a participar da doutrina da seita. A polícia, que também invesigava a ex-sinhazinha, está tentando descobrir mais detalhes sobre algumas vítimas foram submetidas a violência sexual e aborto.
De acordo com a Rede Amazônica, a mãe e irmão de Djidja administravam a rede de salões de beleza, que acabava servindo de fachada para a distribuição de cetamina. Os Cardoso tinham ajuda de Verônica, Marlisson e Claudiele, que são apontados como responsáveis, respectivamente, pela compra, distribuição e aplicação da substância entre os membros da organização e vítimas.
A droga
A cetamina, que é usada no tráfico de drogas como base para a produção do entorpecente chamado "Key", é considerada um anestésico dissociativo, ou seja, o seu uso causa efeitos alucinógenos, sensação de bem-estar e tem potencial sedativo. Os que consomem em doses menores pode se sentir eufórico e ter episódios de sinestesia, que seria "ver" sons e "ouvir" cores.
A substância ainda é produzida no Brasio, pois possuí um histórico de uso como de tranquilizante para cavalos, além de atuar como anestésico e analgésico. A cetamina também tem um efeito rápido nos sintomas de quadros de saúde mental, a exemplo da depressão, quando os remédos convencionais não trazem resultados.
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