Polícia

Falso juiz é preso após enganar vítimas com iPhones baratos por quase 30 anos

Reprodução
Suspeito aplicava golpes desde os anos 1990 e foi preso nesta quarta-feira (22)  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 23/07/2026, às 08h55 - Atualizado às 14h33



Um homem, de 54 anos, foi preso nesta quarta-feira (22), na cidade de Blumenau, em Santa Catarina, indiciado por estelionato. O suspeito, que não teve o nome divulgado, se passava por juiz federal e estadual para aplicar golpes em vendedores de imóveis e veículos em Curitiba, no Paraná. Ele é investigado por uma série de fraudes praticadas desde o fim da década de 1990.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). As investigações indicam que o homem possui uma extensa ficha criminal e é apontado como autor da modalidade de fraude conhecida como “golpe do leilão fantasma”. Há registros policiais contra ele nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Como funcionava o golpe
O suspeito monitorava anúncios de venda na internet e entrava em contato com os proprietários demonstrando interesse na negociação. Para conquistar a confiança das vítimas, ele se apresentava como juiz federal ou estadual e utilizava codinomes como “Marcus B.”, “Dr. Marcelo” e “Marcelo B.”.

Após marcar encontros presenciais, ele desviava o foco da compra do imóvel ou veículo e oferecia produtos supostamente apreendidos em leilões da Receita Federal ou da Justiça Federal. O investigado fazia falsas propostas com valores muito abaixo dos praticados no mercado.

Entre os itens frequentemente oferecidos estavam o iPhone 17 Pro Max por R$ 1.998. Na loja oficial da Apple, o aparelho é vendido por R$ 11.499. Também eram oferecidas motocicletas elétricas, televisores de 80 polegadas e outros eletrônicos.

De acordo com os investigadores, o homem tentava dar aparência de legalidade à fraude ao alegar que era necessário realizar um “depósito judicial” antecipado para liberar os produtos. Em alguns casos, orientava as vítimas a fazer transferências via PIX para contas de terceiros.

O golpista costumava marcar os encontros nas dependências ou nas proximidades dos fóruns de Curitiba, onde recebia dinheiro em espécie. Em algumas situações, o suspeito recolhia documentos originais das vítimas, como carteira de identidade e CNH. Em seguida, orientava as vítimas a aguardarem em salas, gabinetes ou vagas de estacionamento inexistentes, enquanto desaparecia com os valores.

Entre as vítimas identificadas, um homem entregou R$ 4 mil em espécie em um estacionamento. Em outra ocorrência, mãe e filha sacaram R$ 4 mil e entregaram o dinheiro pessoalmente ao suspeito, que fugiu em seguida.

A polícia orienta que possíveis vítimas do golpista procurem as autoridades para registrar ocorrência. O suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}