Polícia
A família, amigos e vizinhos de Léo Lanches foram recebidos, nesta sexta-feira (24), pelo corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Sérgio Mendes, no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Durante a reunião, foram repassadas para a família as medidas adotadas pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Polícia Civil, após o Leonardo Gil Lima, conhecido entre os moradores como “Léo do Lanche”, ser morto durante a operação da polícia, no bairro de São Cristóvão, na noite de quinta-feira (23)
A SSP afirmou que reforça o "compromisso das instituições com a investigação rigorosa de toda a dinâmica da ocorrência".
Policiais envolvidos na operação são afastados
Os policiais da 49ª CIPM, que realizavam patrulhamento no bairro de São Cristóvão, foram afastados nesta sexta-feira, após a morte do trabalhador. Segundo a Polícia Militar, o Comandante-Geral determinou, ainda, a instauração de procedimento administrativo para apuração da atuação policial na ocorrência.
A corporação declarou, em nota, que, durante a atuação policial, foi localizado um homem ferido por disparos de arma de fogo, que foi socorrido ao Hospital Geral Menandro de Farias, onde o óbito foi constatado.
As equipes empregadas na ocorrência utilizavam câmeras corporais operacionais e as imagens serão encaminhadas à Corregedoria da Polícia Militar e à Polícia Civil.
Família presenciou abordagem policial
Tatiana Gil Lima, irmã da vítima, relatou que teria presenciado parte da ação e disse que dois policiais militares estavam envolvidos. Segundo populares, a autora dos disparos foi uma policial identificada apenas como Marta.
Em entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM (89,3), transmitido pela BNews TV nesta sexta-feira (24), Tatiana contou que que estava em casa quando ouviu os disparos.
"Ele [policial] chegou e aponta para o meu irmão, chama meu irmão, chamou ‘Boa noite, senhor’. Quer dizer, ele aproximou do meu irmão. Meu irmão ‘Sim’. Ele chegou, deu um tiro à queima-roupa no meu irmão. Eu estava na minha casa, eu ouvi tudo”, relatou.
Tatiana contou que questionou a atitude do policial e ele questiou se ela não conhecia o homem. A irmã relatou que, após a identificação de Leonardo, a reação dos policiais teria mudado.
“Quando ela olhou e ele analisou e percebeu que era Léo. Só pra vocês terem noção, e ela na hora a face dela mudou, ficaram nervosos. Eu falei: ‘Você vai levar, você vai dar socorro’, quer dizer, meu irmão já estava morto. Ela sabia que meu irmão já estava morto, ela ficou tensa, ele ficou tenso e quando eles tiveram noção, quem foi que eles chamaram? O colega de farda dela chegou para mim: ‘Minha querida, eu sei quem era Léo, eu comi o lanche de Léo’”, relatou.
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